quinta-feira, 24 de setembro de 2009

30 DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO


Bom galera como vocês já sabem ou devem ter percebido eu não sou professor de Redação mais tenho amigos poderosos, que indicaram essas dicas bem legais, que foram publicadas na revista Lingua Portuguesa especial Redação 2009

1. Deve-se evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??…então valeu!
9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em TODAS as situações.11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: “Quem cita os outros não tem ideias próprias”.
13. Frases incompletas podem causar.
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais! Esqueça.
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações!! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! …nada de mandar esse trem… vixi… entendeu bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.

Ah se alguém tiver alguma dúvida, favor encaminhar para esse e-mail cursomorse@hotmail.com, ou se prefirirem comentem ai abraços

BIOCOMBUSTÍVEIS


Pode ser chamada de biocombustível qualquer fonte de energia renovável advinda de materiais orgânicos, como a cana-de-açúcar, plantas oleaginosas, biomassa, dentre outros. Em virtude da escassez do petróleo e da poluição atmosférica ocasionada pelos combustíveis de natureza fóssil (gás natural, carvão e petróleo), os biocombustíveis passaram a ganhar destaque no cenário atual como uma alternativa vantajosa, uma vez que são fontes inesgotáveis e mais limpas.

ETANOL

O etanol ou álcool etílico (CH3CH2OH) é uma substância orgânica originada da fermentação de diversos açúcares ou através de processos sintéticos. Ele possui diversas atuações, estando presente na indústria de bebidas, na perfumaria, em desinfetantes, em solventes industriais, além de ser usado na produção de eletricidade e de atuar como combustível.Nas últimas décadas, o álcool etílico ganhou maior representatividade no âmbito das fontes de energia. Para essa finalidade, o etanol pode ser obtido através da cana-de-açúcar, da beterraba, do milho ou da mandioca, tendo a capacidade de substituir a gasolina. O Brasil destaca-se mundialmente como pioneiro na implantação de etanol na sua matriz energética, sendo hoje o maior produtor, consumidor e exportador deste biocombustível, utilizando a cana-de-açúcar como material orgânico. Em torno de 73% dos veículos vendidos no nosso território aceitam tanto gasolina quanto álcool (automóveis bicombustíveis).

UM POUCO DA HISTÓRIA

Depois da crise do petróleo, em 1973, ficou clara a idéia de que era necessário buscar fontes que substituíssem o petróleo, coisa que também foi impulsionada pelos constantes apelos ambientais. Assim, surgiram novas usinas nucleares em diversas partes do mundo, bem como o aumento do consumo de carvão mineral e gás natural e do interesse pelos biocombustíveis.
Em 1975, o Brasil desenvolveu o programa Pró-Álcool, que tinha como objetivo ampliar a produção e desenvolvimento do etanol. Essa tecnologia teve constante expansão com base em incentivos governamentais e atingiu o seu ápice em 1986, quando a maioria dos veículos fabricados no Brasil tinha motores a álcool. No entanto, um pouco depois desse período, houve declínio constante na produção do etanol, uma vez que o açúcar enfrentou grande alta no mercado mundial, o que fazia com que os produtores perdessem o interesse pelo álcool. Esses fatores, em meio à queda do preço do petróleo, fizeram com que o Pró-Álcool fosse extinto, em 1990.

SITUAÇÃO ATUAL: PROBLEMAS E EXPECTATIVAS
Nos últimos anos, em virtude da possível escassez do petróleo e da degradação ambiental, a utilização do álcool combustível voltou a tornar-se viável, tendo o Brasil expandido a tecnologia através de estudos e centros de pesquisas organizados. Despertando o interesse mundial, o etanol revela-se vantajoso em relação à gasolina e ao diesel, uma vez que o (CO2) liberado na sua queima é reabsorvido pelo canavial, diminuindo, pois, a poluição atmosférica.
Entretanto, esta alternativa possui fatores negativos, pois pode induzir a monocultura da cana-de-açúcar, isto é, um vasto plantio de um único vegetal, o que implica perda de diversidade, desgaste do solo, além do risco de uma praga ou doença prejudicarem intensamente a produção. Além disso, as condições de trabalho nos canaviais são muitas vezes desumanas, havendo intensa sobrecarga de atividades e péssimas remunerações.
O potencial brasileiro para a produção do álcool etílico e, em geral, de outros biocombustíveis, como o biogás e o biodiesel dá ao nosso país condição privilegiada quanto à busca de novas fontes de energia. Espera-se que a evolução da biotecnologia, como também dos mecanismos de produção, nas próximas décadas, ponha o etanol numa posição bastante representativa nas matrizes energéticas mundiais

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

DICA DE VESTIBULAR: DATAS FECHADAS EM 2009


Greve Metalúrgica no ABCD - 13 de março de 1979 30 Anos
*Chegada do Homem a Lua 20 de julho de 1969 30 anos
*40 AnosVitória da Revolução Cubana - 1º de janeiro de 1959 50 Anos
*Proclamação da República 15 de novembro de 1889*120 Anos Criação da OIT (Organização Internacional do Trabalho ) -11 de abril de 1919 90 Anos
*Derrubada do Muro de Berlim - 9 de novembro de 1989 20 Anos
*Início da Segunda Guerra Mundial - 1º de setembro de 1939
*70 AnosQueda da Bastilha - 14 de julho de 1789 220 Anos
*Queda do xá Reza Pahlevi - 11 de fevereiro de 1979 30 Anos
*Revolução Chinesa de 1949 60 Anos
Créditos: Cℓeitσn Silva

terça-feira, 22 de setembro de 2009

COMPARAÇÃO: PRÉ-SAL E CICLO DA BORRACHA




A nova fronteira do petróleo. Onde? Serra Leoa. Até a semana passada, a nova fronteira do petróleo era formada pela Bacia de Santos e pela Bacia de Campos, com suas reservas na camada do pré-sal. Agora isso mudou. A nova fronteira do petróleo, segundo as manchetes do Wall Street Journal e do Financial Times, está localizada na África Ocidental, numa área de 1 100 quilômetros que se estende do litoral de Gana, onde há o campo de Jubilee, até o litoral de Serra Leoa, onde acaba de ser descoberto o campo de Venus B-1, a uma profundidade de 5 640 metros, como os jornais anunciaram, batendo o bumbo, na última quarta-feira. A Anadarko, a companhia americana que fez a descoberta em Serra Leoa, já está mandando seu navio-sonda, Belford Dolphin, para a Costa do Marfim. Depois ele seguirá para o outro lado da África. Dependendo do que encontrar por lá, a área certamente será chamada pelo Wall Street Journal e pelo Financial Times – parem as máquinas! – de nova fronteira do petróleo.


O Brasil tinha um modelo seguro. Igual ao de Serra Leoa. Igual ao dos Estados Unidos. Para terem o direito de perfurar o solo, as companhias de petróleo eram obrigadas a pagar antecipadamente, arrendando lotes. O risco era só delas. E o poder público sempre saía ganhando. Lula decidiu desmontar o modelo. No pré-sal, quem paga antecipadamente é o contribuinte, por meio de empréstimos públicos, e a Petrobras promete rendimentos para daqui a dez ou quinze anos, se seus planos derem certo. Nos últimos tempos, o barril de petróleo chegou a 150 dólares e, em seguida, caiu para 30 dólares. O que Lula está fazendo, enrolado na bandeira nacional junto com Dilma Rousseff e Luis Fernando Verissimo, é apostar metade do PIB brasileiro nesse negócio, como um especulador no mercado futuro de petróleo.


O pré-sal tem tudo para repetir o ciclo da borracha. Do apogeu à queda. A belle époque amazonense recorda a belle époque lulista. De um lado, os magnatas da floresta; do outro, os magnatas do sindicato. A borracha amazonense desvalorizou-se quando os ingleses plantaram seringais na Malásia. É o que pode ocorrer com a descoberta de novas fronteiras do petróleo, mais competitivas e mais baratas: em Serra Leoa, no Ártico, nos Estados Unidos. Por fim, a indústria desenvolveu a borracha sintética, da mesma maneira que vai desenvolver novas fontes de energia, para substituir o petróleo. Rodrigues Alves tomou posse do Acre, para garantir o monopólio da borracha. Lula está tomando posse do pré-sal, para garantir o monopólio do petróleo. Sim, o pré-sal tem tudo para repetir o ciclo da borracha. Nesse caso, o lulismo é uma espécie de Madeira-Mamoré do pensamento: inútil e deficitário.


Por Diogo Mainardi



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

DICAS PARA QUESTÕES DISCURSIVAS



- Tenha atenção com a escrita. Lembre-se que é mais importante escrever de forma legível do que apresentar uma caligrafia bonita.
- Responda somente o que foi perguntado, sem tentar mostrar que sabe demais do assunto.
- evite utilizar abreviaturas como vc, no lugar de você, ou msg, no lugar de mensagem, que não estão previstas nas normas da língua portuguesa.
- Preste atenção à ortografia das palavras e às regras de gramática. Em algumas universidades, um erro de português pode tirar pontos do candidato.
- Evite respostas curtas, do tipo "sim" ou "não". Use frases com verbo e que sejam autoexplicativas, ou seja, que o examinador não precise retornar ao enunciado para saber o que você está dizendo.
- Não ultrapasse o espaço reservado para a resposta. Normalmente o que estiver escrito fora da área indicada é desconsiderado na hora da correção. Escreva sempre em um rascunho para depois passar para a folha final.
- Tente ir direto ao que o examinador pediu.
- Cuidado com a pontuação. Uma vírgula mal colocada pode mudar o sentido de uma frase.

sábado, 19 de setembro de 2009

ESPECIAL: ORIENTE MÉDIO



Região das primeiras civilizações e berço do judaísmo, cristianismo e islamismo, o Oriente Médio tem uma longa história. É uma das histórias mais trágicas e fascinantes da humanidade.

Estrategicamente localizada entre Europa, Ásia e África, por suas terras estenderam-se os maiores impérios da História como o persa, macedônico, romano e mongol, até a islamização e arabização da região entre os séculos VII e VIII com Maomé e seus califas. Na idade média, ser civilizado era ser muçulmano. A ciência florescia na Espanha árabe. As trevas impostas pela Igreja encontravam resistência no mundo Islâmico. A filosofia greco-romana era traduzida por estudiosos muçulmanos: do grego para o árabe e do árabe para o latim. Desenvolveram estudos em astronomia, alquimia, medicina e matemática com tal êxito que, nos séculos IX e X, mais descobertas científicas foram feitas no Império Abássida do que em qualquer período anterior da história.

Como se explica que uma região de tamanho esplendor, encontra-se hoje numa situação tão crítica ?

Esse povo, que no passado distante já colonizou, encontra um cruel revés, na medida que no passado mais recente, foi também colonizado. Primeiro pelo império Otomano, substituído após a primeira guerra mundial pelo imperialismo franco-britânico. Some a essa breve retrospectiva o surgimento do petróleo como matéria-prima estratégica e a partilha da Palestina para formação de um lar nacional judeu.

Acho que já podemos começar a entender porque até hoje, o Oriente Médio ainda é considerado um "barril de pólvora".

A FRAGILIDADE DOS ESTADOS

A maioria dos Estados do Oriente Médio surgiram recentemente, sob influencia do imperialismo franco-britânico, com a queda do Império Turco-Otomano após a primeira guerra mundial em 1918. A fragilidade destes Estados reflete-se nas ameaças pela divisão da sociedade, cujas aspirações são frustradas por governos autoritários de tipo monárquico ( Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos) ou republicano (Síria, Iraque, Turquia, Iêmem).

Internamente, nesses Estados, a base de poder é limitada a um grupo local ou familiar, segundo princípio dinástico ou pelo encampamento das responsabilidades civis e militares por um grupo religioso, regional ou corporativo.

A POSIÇÃO DO ISLAMISMO

Os muçulmanos constituem 95% da população do Oriente Médio, na maioria sunitas, superados pelos xiitas no Irã (90%), no Iraque (55%) e no Líbano (35%). As exceções são Israel, onde 80% da população são judeus; o Líbano, que possuí 40% de cristãos (divididos em 11 confissões) e o Egito, com 8% de coptas. Com absoluta maioria de população muçulmana, muitos países do Oriente Médio concedem um papel oficial ao islamismo, tanto constitucionalmente (caso do Irã após a revolução islâmica em 1979) como no cotidiano privado e familiar.

Após a Segunda Guerra Mundial(1945), os países do Oriente Médio tentaram relegar a religião somente à esfera privada, através do nacionalismo pan-arabista, cujo maior líder foi o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser. Na década de 1970 as massas urbanas e a classe média se afastaram do nacionalismo, adotando o fundamentalismo islâmico, que consolidou-se como ideologia dominante nas últimas décadas do século XX.

CONFLITOS NA REGIÃO

O Oriente Médio permanece uma das áreas mais instáveis do mundo, devido uma série de motivos que vão desde a contestação das fronteiras traçadas pelo colonialismo franco-britânico, até mais recentemente, a proclamação do Estado de Israel na Palestina em 1948, o que de imediato provocou uma primeira guerra árabe-israelense, onde Israel conseguiu repelir um ataque dos países árabes limítrofes. Mais três guerras seguiram-se entre as décadas de 1950 e 1970.

Em 1956, o Egito de Nasser nacionalizou o canal de Suez, provocando um ataque por parte de França e Inglaterra e a invasão israelense no Sinai e na faixa de Gaza. As forças dos três países foram obrigadas a se retirar, sob pressão da ONU, dos Estados Unidos e da União Soviética. Em 1967 ocorreu a Guerra dos Seis Dias, na qual Israel atacou o Egito, a Jordânia e a Síria, numa ofensiva que lhe permitiu conquistar toda península do Sinai, até o canal de Suez, Gaza, Cisjordânia, Jerusalém e as colinas de Golã da Síria. Em 1973 durante o feriado judeu do Yom Kippur (Dia do Perdão), a guerra reiniciou-se, quando Egito e Síria fizeram uma ofensiva surpresa que encontrou um contra-ataque fulminante por parte de Isarael.

Contudo as últimas décadas do século XX, apontam uma efetiva saída diplomática para um conflito que parecia não ter fim . A Intifada, movimento de rebelião palestina nos territórios ocupados, iniciada em 1987, juntamente com as pressões internacionais e a ação diplomática da OLP, levaram Israel a propor uma iniciativa de paz em 1989 que previa a eleição de representantes palestinos nos territórios ocupados , encarregados de encaminhar negociações com o Estado judeu. Com a vitória dos trabalhistas em Israel nas eleições de 1992, liderados por Ysaac Rabin e Shimon Peres, foram iniciadas negociações bilaterais diretas, conduzidas em absoluto sigilo na Noruega, entre diplomatas israelenses e representantes da OLP, que resultaram pela primeira vez no reconhecimento mútuo palestino-israelense.

Em maio de 1994 o primeiro ministro israelense Ysaac Rabin e o lider da OLP Yasser Arafat assinaram no Cairo um acordo sobre a autonomia palestina na faixa de Gaza e Jericó. Paralelamente, e sempre com ajuda dos Estados Unidos, Israel tenta intensificar conversações de paz com outros países árabes. O assassinato de Rabin por um judeu de extrema direita em novembro de 1994, colocou em risco o processo de paz no Oriente Médio. O chanceler Shimon Peres assumiu o cargo de primeiro ministro e em meio a atentados de ambas as partes comprometeu-se em dar continuidade às negociações com a recém constituída Autoridade Nacional Palestina, presidida por Yasser Arafat. Entretanto, as eleições de outubro de 1996 deram a vitória apertada ao candidato do Likud (partido de direita reticente aos acordos de paz) Benyamim Netenyahu. Desde então, o processo de paz encontrou mais dificuldades, apesar das pressões internacionais contra a intransigência do novo governo e sua política de incentivo ao estabelecimento de novas colônias judaicas em territórios árabes ocupados.

O Oriente Médio também foi abalado pela guerra entre o Irã e o Iraque entre 1980 e 1988. Perdendo o controle de navegação no canal de Chatt al-Arab, principal escoadouro de sua produção petrolífera, e sentindo-se ameaçado pela revolução islâmica no Irã (55% dos iraquianos são muçulmanos xiitas), o Iraque invadiu o Irã em setembro de 1980. A guerra teve várias reviravoltas, inclusive com utilização de armas químicas, fazendo mais de um milhão de mortos, (600 mil iranianos) e deixando os países economicamente destruídos, embora ainda fortemente armados.

Apesar do acordo de cessar-fogo, o clima político da região continuou explosivo e, em 2 de agosto de 1990 as tropas iraquianas invadiram, ocuparam e anexaram o Kuwait (Guerra do Golfo) provocando a intervenção internacional com o aval do Conselho de Segurança da ONU, e a derrota do Iraque que ainda mais tarde, teve que aceitar a criação de zonas de exclusão aéreas, no sul, com maioria de xiitas e no norte, com maioria de curdos. Estes, formam nesse final de século, o maior grupo étnico sem Estado. Uma verdadeira nação sem país com mais de 25 milhões de pessoas espalhadas e discriminadas por vários países do Oriente Médio. Mais um fator de preocupação nesta região, tão castigada nas últimas décadas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

CHINA, A MEGAPOTÊNCIA




"No dia em que a China acordar...”, dizia-se antigamente, deixando no ar a idéia de uma ameaça gigantesca sobre o planeta. Hoje temos plena consciência de que aquele imenso país, de fato, acordou. E é importante questionar as conseqüências que seu impressionante despertar pode ter para o mundo todo.
Um colosso demográfico (1,3 bilhão de habitantes), a China só começou sua grande reforma econômica após a morte de Mao Zedong, em 1976, e, principalmente, a partir de 1978, quando Deng Xiaoping assumiu o poder. Baseado na abundância de uma mão-de-obra mal remunerada, na importação maciça de fábricas montadoras, na exportação de produtos baratos e no afluxo de investimentos estrangeiros, seu modelo de desenvolvimento foi considerado, durante muito tempo, como “bastante primitivo”, característico de um país atrasado e mantido, com mão de ferro, por um partido único – até o controle de sua demografia seria conduzido de forma autoritária.


Com crescimento que superou os 9% ao ano, esse “comunismo democrático de mercado” representou um aumento do nível de vida para milhões de famílias

No entanto – e apesar de continuar sendo comunista –, não só a China deixou de fazer medo como, na euforia da globalização incipiente, foi apresentada para centenas de empresas, que para lá transferiram suas fábricas (após terem demitido milhões de trabalhadores), como uma verdadeira sorte grande para investidores atentos. Em pouco tempo, graças à rede de “zonas econômicas especiais”, instaladas ao longo de sua orla marítima, a China tornou-se uma fenomenal potência exportadora. E passou a liderar os exportadores mundiais de têxteis-vestuário, calçado, produtos eletrônicos e brinquedos. Seus produtos invadiram o mundo. Em particular, o mercado dos Estados Unidos, provocando em seu favor um desequilíbrio gigantesco: em 2003, o déficit comercial norte-americano para com Pequim chegou a 130 bilhões de dólares!

Em pouquíssimo tempo, a China, que assustava enquanto potência de exportações, tornou-se um país importador cuja voracidade insaciável é seriamente inquietante

Capitalismo chinês

O furor de exportar provocaria uma decolagem espetacular do crescimento que, nas últimas duas décadas, superou os 9% ao ano! Esse “comunismo democrático de mercado” também representou um aumento do poder aquisitivo e do nível de vida para milhões de famílias. E proporcionou a escalada de um verdadeiro capitalismo chinês. Paralelamente, o Estado se lançou numa modernização do país em ritmo acelerado, multiplicando a construção de infra-estruturas: portos, aeroportos, rodovias, estradas de ferro, pontes, barragens, arranha-céus, estádios para os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, instalações para a Exposição Universal de Xangai, em 2010 etc.Essa massa descomunal de obras e a nova febre de consumo dos chineses acrescentaram uma nova dimensão à economia: em pouquíssimo tempo, a China, que assustava enquanto potência de exportações invasora, tornou-se um país importador cuja voracidade insaciável é seriamente inquietante. No ano passado, foi o principal importador mundial de cimento (importou 55% da produção mundial), de carvão (40%), de aço (25%), de níquel (25%) e de alumínio (14%).

E o segundo principal importador mundial de petróleo, depois dos Estados Unidos. Essas importações maciças provocaram uma explosão de preços nos mercados mundiais. Em especial, os do petróleo.Admitida na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001, a China é atualmente uma das maiores economias do mundo – na realidade, a sexta. Puxa o crescimento em escala planetária e qualquer sobressalto que ocorra com ela tem um impacto imediato sobre o conjunto da economia mundial. “Apesar da velocidade de nosso crescimento”, pondera o primeiro-ministro Wen Jiabao, “a China ainda é um país em vias de desenvolvimento e ainda nos faltam uns cinqüenta anos de crescimento para nos tornarmos um país medianamente desenvolvido.”
Segundo maior poluidor do planeta, a China se tornará o primeiro, soltando massas descomunais de gases de efeito-estufa que agravarão as mudanças climáticas

Caso didático


Mas se a China continuar no ritmo atual, ultrapassará os Estados Unidos por volta de 2041, tornando-se a principal potência econômica do mundo. O que terá conseqüências geopolíticas importantes. E também significa que, a partir de 2030, seu consumo de energia será o equivalente à soma do consumo atual dos Estados Unidos e do Japão – e, por não dispor de petróleo suficiente para atender a uma necessidade tão gigantesca, será forçada, daqui até 2020, a duplicar sua capacidade nuclear e construir duas centrais atômicas por ano durante dezesseis anos...Ainda assim, e apesar de ter ratificado o protocolo de Kyoto em 2002, a China, que já é o segundo maior poluidor do planeta, se tornará o primeiro, soltando massas descomunais de gases de efeito-estufa que agravarão as mudanças climáticas que já vêm ocorrendo.Em relação a isso, a China representa um caso didático e antecipa uma questão que amanhã se colocará para a Índia, o Brasil, a Rússia ou a África do Sul: como liberar milhões de pessoas do desespero do subdesenvolvimento sem as mergulhar num modelo produtivista e de consumo “ocidentalizado”, nefasto para o planeta e para toda a humanidade?

Ignacio RamonetLe Monde DiplomatiqueEdição brasileira - ano 5 - número 55 Agosto de 2004

ATUALIZADO EM 03/09/2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

REGIÃO NORTE


Essa é a maior região brasileira, com uma área de 3 853 327,2 km2 correspondendo a 45% do total de todo território. Apesar de possuir um extenso território é pouco povoado, somente 7,6% da população do país habita a região. Já no contexto da população indígena abriga a maior quantidade do país, aproximadamente 163 mil índios.

Essa região tem destaque em relação aos recursos e paisagens naturais, é caracterizada principalmente pela Floresta Amazônica, além de possuir um clima quente e úmido, relevo irregularmente plano e a concentração de uma grande quantidade de rios. A região norte entrou no processo de urbanização, povoamento e desenvolvimento econômico de maneira efetiva somente no decorrer do século XX, quando foram implantadas medidas econômicas e de infra-estrutura (estradas, pontes, portos etc). Além de programas políticos com intuito de povoar a região.

A busca para desenvolver essa parte do Brasil tem crescido nas últimas décadas, no entanto, o modo como está ocorrendo é desordenado e sem nenhum tipo de planejamento prévio, isso ocasiona uma série de problemas de caráter social, ambiental em todos os estados que compõem a Região Norte. A Região Norte em seu extenso território abriga sete Estados da Federação Brasileira.


A Região Norte abriga a Amazônia


A Região Norte do Brasil é cobiçada por todo o mundo, pois comporta uma extensa floresta com grande riqueza de paisagens e recursos naturais ainda conservados. Na Floresta Amazônica existem diversos tipos de vegetações divididos em partes, há cerrado, campo e vegetação litorânea. No entanto o que predomina é a Floresta Amazônica, ocupando aproximadamente 80% de toda região norte.

Além da floresta ocupar a maioria da região, abrange partes de outros estados como Mato Grosso e Maranhão e até em outros países da América do Sul tais como Suriname, Colômbia e Peru.

A Floresta Amazônica possui características com árvores de grande estatura e copas largas, porém essa cobertura vegetal é definida conforme as variações dos elementos da natureza como relevo, clima, umidade e os litossolos encontrados dispersos na região.

Diante da complexidade existente na configuração da Floresta Amazônica, fica evidenciado que essa possui níveis, são eles:

Mata de Igapó: esse subsistema se encontra distribuído em áreas mais baixas do relevo, correspondendo a regiões próximas às margens de mananciais (rios, lagos, córregos etc), a principal característica é que essa vegetação permanece sempre alagada. As árvores que compõe esse tipo de vegetação possuem estatura menor que 20 metros ramificadas, e com grande presença de cipós e plantas aquáticas.

Mata de Várzea: se encontra em áreas mais elevadas em relação às matas de igapó, possui aspecto de mata fechada com árvore de 20 metros e galhos repletos de espinhos.

Mata de Terra firme: esse tipo de vegetação é composto por árvores altas que atingem entre 30 e 60 metros de altura, geralmente próximas, no qual favorece o agrupamento das copas, dessa forma impede a entrada de luz do sol. Sob essas árvores não se desenvolve árvores de pequeno porte e arbusto, devido à falta de luz que favorece o processo de fotossíntese indispensável para a vida dos vegetais.

Floresta semi-úmida: corresponde a um tipo de vegetação de transição entre outros biomas, sua cobertura vegetal é composta por árvores com alturas que variam entre 15 e 20 metros, os troncos são finos e as copas restritas.


O extrativismo vegetal na região Norte


A coleta de frutos e raízes constitui uma das mais primitivas maneiras de extração dos meios de subsistência do homem. No entanto, essa atividade, chamada de extrativismo vegetal, ainda é praticada. Corresponde à coleta de produtos retirados da natureza.

Na região Norte, essa atividade foi por tempo a única fonte de renda. Hoje, outras atividades são praticadas, como a mineração, a agricultura e a pecuária. Mas ainda assim a extração vegetal é realizada, podemos destacar os principais tipos de extração:


Extração de madeira: que são utilizadas especialmente na fabricação de móveis, produção de carvão e na construção civil. As madeiras mais exploradas são cedro, mogno e cerejeira.

• Cupuaçu: fruta usada na fabricação de sucos, cremes, geléias, doces, sorvetes, entre muitas outras aplicações.

• Açaí: fruta apreciada em diversas partes do Brasil, usada na fabricação de sucos, cremes, concentrados, polpas, entre outros.

• Quina, jaborandi e copaíba: são vegetais com propriedades medicinais usados na fabricação de remédios e produtos de beleza.

• Látex: substância extraída de uma árvore denominada de seringueira, é usada na fabricação da borracha.

• Castanha-do-pará: é uma castanha oriunda da castanheira. Seu fruto serve para a fabricação de alimentos, cosméticos, óleos e remédios.

• A piaçava e a malva: são usadas na fabricação de fibras.

• A sorva e a balata: plantas usadas na fabricação de gomas não-elásticas.

A extração é uma atividade econômica que deve ser incentivada na região Norte, pois consegue aliar renda e conservação ambiental. A implantação de programas de orientação familiar na extração e a formação de cooperativas são de grande valia para melhorar a vida dos ribeirinhos, além dos mesmos contribuírem na preservação, tendo em vista que a floresta é que fornece o seu sustento.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

BRASIL: REGIÕES GEOECONÔMICAS


1. Amazônia - 2. Centro Sul - 3. Nordeste
O Brasil possui diversas divisões internas que variam de acordo com fatores naturais, populacionais, históricos e econômicos. A partir de tais abordagens é possível estabelecer uma regionalização mais específica.

As regionalizações podem ser amplas ou especificas, assim é possível dividir o país em regiões geoeconômicas, utilizando o critério de análise da formação histórica e econômica, além de considerar as características naturais, como vegetação, clima, etc.

As regiões geoeconômicas ultrapassam os limites territoriais dos Estados e das regiões. Diante desses critérios, o Brasil foi dividido em três macro-regiões, são elas: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul.


Amazônia: essa região geoeconômica abrange a área brasileira da floresta Amazônica, na qual se encontra os Estados do Pará, Amapá, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, além de grande parte do Mato Grosso, norte do Tocantins e oeste do Maranhão. Essa porção do Brasil possui uma baixa população relativa, nela já foram implantados grandes projetos agropecuários e de mineração.


Nordeste: região geoeconômica que se encontra na parte mais seca do país, abrange os Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, leste do Maranhão, norte de Minas Gerais e grande parte do território da Bahia, salvo o extremo oeste que faz parte do Centro-Sul. Nessa região iniciou-se o processo de povoamento do país, nela existe uma grande disparidade socioeconômica, pois o litoral é mais povoado e desenvolvido do que o interior. A economia ainda se encontra vinculada a produtos primários.


Centro-Sul: região mais desenvolvida industrialmente e detentora da maior produção agropecuária do país. Nela se concentra a maior parte da população nacional, possui as áreas mais degradadas do país. A região é composta pelo Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, sul do Tocantins, sul do Mato Grosso e centro-sul de Minas Gerais.

REGIÃO CENTRO - OESTE


A Região Centro-Oeste teve sua ocupação a partir do século XVIII, no entanto, o real processo de organização sócio-econômico e incremento dos meios de produção ocorreram apenas na segunda metade do século XX. A região possui uma área de 1.606.371 km2, em que habitam aproximadamente 12,4 milhões de pessoas.

A população do Centro-Oeste é muito diversificada, isso por que seus componentes populacionais vieram de diferentes partes do país, além dos povos indígenas que já habitava a região.

A Região Centro-Oeste em extensão territorial é a segunda, nessa imensa área são encontrados diversos tipos de domínios florestais como a Floresta Amazônica, Pantanal e o Cerrado, e esses são um dos principais ecossistemas brasileiros.

No Centro-Oeste predomina o clima tropical com duas estações distintas, constituídas por um período de seis meses de seca e o mesmo tempo de período chuvoso. A região em questão é composta por três estados: Goiás-GO, capital Goiânia; Mato Grosso - MT, capital Cuiabá; Mato Grosso do Sul-MS, capital Campo Grande; e o Distrito Federal-DF.
POPULAÇÃO DA REGIÃO CENTRO - OESTE COMPOSTA POR MIGRANTES
O processo de urbanização e povoamento da Região Centro-Oeste ocorreu, principalmente, após a implantação da capital federal (Brasília), o desenvolvimento da agropecuária, a construção de rodovias, entre outros fatores, foram determinantes para a consolidação da população na região. O incremento populacional entre os anos de 1960 e 1970 destacou a região como a maior em crescimento de sua população no Brasil, proporcionalmente ao número de habitantes.
Apesar de um contínuo crescimento populacional, o Centro-Oeste se coloca entre as regiões de menor número de habitantes (12,4 milhões), no entanto, gradativamente tem contribuído para compor a população nacional. No ano de 1960 os habitantes da Região Centro-Oeste representavam somente 4% do total da população nacional, hoje já respondem por aproximadamente 7%. Esse aumento é proveniente da inserção de migrantes oriundos de diversos pontos do país, principalmente do sudeste e nordeste do Brasil, que buscavam melhoria de vida, pois todos tinham boas perspectivas em relação à região.
O crescimento e o aumento do fluxo migratório ocorrido na região não derivaram um processo homogêneo em relação à distribuição da população no território do Centro-Oeste, ou seja, o povoamento foi irregular.
BRASÍLIA, DF
Em 1823, o inconfidente José Bonifácio apresentou um projeto que propunha a mudança da capital do país para uma região centralizada sugerindo o nome de Brasília para a cidade.
Em 30 de agosto de 1883, Dom Bosco um santo italiano, sonhou com uma depressão larga e comprida entre os paralelos 15º e 20º partindo das margens de um lago.
Após várias opiniões divididas a cerca da construção da nova capital, o presidente Juscelino Kubitschek em 15 de março de 1956 iniciou o cumprimento da constituição. Também propôs ao Congresso de Anápolis a criação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital, a NOVACAP.
Em 14 de abril de 1960, Israel Pinheiro foi nomeado prefeito de Brasília mesmo antes dela estar pronta. Quatro dias depois a cidade de Brasília é inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek.
Hélio Prates foi nomeado o primeiro governador de Brasília. Em 1987, Brasília conquistou sua autonomia política e ainda foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

sábado, 22 de agosto de 2009

TÓPICOS MAIS IMPORTANTES VESTIBULAR UERJ



A análise de mapas, gráficos, tabelas e textos constitui a base das questões de geografia da UERJ, veja os temas favoritos para o 2° exame de qualificação de 2010

questões ambientais,

demografia (população: PEA, pirâmides, IDH, etnia e escolaridade),

urbanização (metropolização),

agricultura brasileira,- industrialização brasileira,

comércio exterior,

globalização,

problemas do Oriente Médio (questão palestina, Líbano, Iraque, Irã e Afeganistão),-

Índia, China, destaques europeus, EUA, destaques da América Latina (Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina e Chile)

problemas na África (Sudão, Nigéria e África do Sul).


Quase certo ser cobrado....

Geografia do Rio de Janeiro

Revolução Cubana

Chegada do Homem a Lua (Corrida Espacial - Guerra Fria)

A Revolução Iraniana, ocorrida em 1979.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

RAMÓN VALDÉS UM DOS MAIORES ÍDOLOS DO 3° MUNDO



Em alguns episódios do seriado, "Seu Madruga" dizia frases de efeito que entraram para o anedotário popular do Brasil, especialmente entre as crianças e os jovens. Eis algumas delas:


"A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena".
"Sou pobre, porém honrado!".
"As pessoas boas devem amar seus inimigos".
"Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar".
"Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar".
"Atores vemos, costumes não sabemos".
"Não há pior luta do que aquela que se enfrenta".
"Ganha aquele que não perde!"
"Mas como se atreve a me acordar às dez da madrugada?"
"A carne de burro não é transparente".
"Sabe como é, todo esse tipo de porcarias: papéis, lixo... Florinda!"
"Higiênicos churros de Dona Florinda... Ai que droga! Velha ridícula!"
"Isto é uma caliúnia [[[sic]]]! Uma caliúnia [sic]! Você sabe o que é uma caliúnia [sic]?"
"Temos que saber medir a consequência dos nossos atos".
Debochando de Dona Florinda, após esta desmaiar em cima de um amontoado de gesso: "Uma mulher de gesso com coração de pedra".
Explicando porque não arranja um emprego: "Eu gosto de dar oportunidades aos mais jovens. E tenho esta nobre atitude desde os meus quinze anos".
"Somente as pessoas ruins sentem prazer com o sofrimento alheio".
"Não consigo uma boa recomendação de trabalho do meu último patrão porque ele morreu há vinte anos".
"Se quisermos ser alguém na vida temos que devorar os livros".
"A tormenta se avizinha".
"Sabem o que significa isto? Prerigo [sic]. Ouviram bem?! Pre-ri-go [sic]!"
"As virtudes da vida baseiam-se nos princípios morais".
"Não discuta quando você não tem certeza".
"Quando a fome aperta, a vergonha afrouxa".
"Domine seus momentos de raiva!"
"Reprima seus impulsos"!
"Na vida temos que sacrificar algumas coisas para conseguir outras".
"Se soubesse que tinha mandado um idiota fazer isso tinha ido eu mesmo".
"Para o amor não há barreiras. Todas se rompem".
"Do que adianta algumas pessoas terem tanto dinheiro no bolso se não têm nem um pingo de caráter?"
"Não existe dinheiro que compre um sorriso".
Perguntou ao
Chaves:"Você não tem olhos? O-L-I-O-S, olhos?"
"Essas crianças de hoje são verdadeiros poliglotas!" (querendo dizer que são trogloditas)
"Posso não ter um centavo no bolso, mas tenho um sorriso no rosto e isso vale mais que todo dinheiro do mundo".
"Não se deve colocar apelidos em ninguém! Devemos chamar as pessoas pelo nome!"
"Moça bonita! Moça bem feita! Moça formosa!"
"Sou magro, mas sou ousado".
" Isso é Gesso J-E-S-S-O Gesso"


MAIORES ÍDOLOS DO 3° MUNDO


ARTES: RAMÓN VALDÉS (MÉXICO)

MÚSICA: BOB MARLEY

ESPORTES: PELÉ

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

GEOGRAFIA FLUMINENSE: O RJ NO CONTEXTO NACIONAL



O estado do Rio de Janeiro, do ponto de vista da extensão territorial, não se destaca no conjunto do Brasil. Ao contrário, ele possui a quarta menor área entre as 27 unidades federativas brasileiras. Com 43.864,30 km2 (apenas 0,51% da superfície do país), ele só é maior do que Sergipe, Alagoas e Distrito Federal.
Por outro lado, trata-se de um estado bastante populoso: seu contingente de 15.420.375 habitantes é o terceiro maior do país. O resultado disso é que somente uma unidade federativa, o Distrito Federal, tem densidade demográfica superior à do Rio de Janeiro: cerca de 423,3 e de 352,9 habitantes por quilômetro quadrado, respectivamente.
Mas a relevância fluminense no cenário nacional é visível, sobretudo na economia. O estado possui o segundo maior PIB do país, o que corresponde a aproximadamente 11,5% do total nacional, superado apenas por São Paulo, com 33,9% (IBGE, 2005: http://www.ibge.gov.br/estadosat/).
O Rio de Janeiro e sua organização econômica
No mapa acima (clique para ampliar), é visível a divisão do estado do Rio de Janeiro em regiões de governo, cuja delimitação leva em conta, entre outros fatores, as características da organização econômica do espaço estadual (clique no mapa para ampliar).

A organização interna do espaço estadual do Rio de Janeiro é extremamente desigual: apesar de reunir 92 municípios, a distribuição da população e a produção da riqueza estão fortemente concentradas na capital e em sua área metropolitana. Só a cidade do Rio de Janeiro abrigava cerca de 40% da população e 43% do PIB do estado em 2006, segundo o Centro de Informações e Dados do Estado do Rio de Janeiro - CIDE.
É bem verdade que essa desproporção já foi maior. De acordo com os dados do CIDE, em 1997, esse percentual era de 64,2%, revelando uma certa tendência à interiorização da riqueza, cujas causas mereceriam comentários que vão além dos limites deste artigo.

Um fato que deve ser destacado, no entanto, é que grande parte da diminuição relativa do PIB carioca teve uma correspondência no crescimento ocorrido em outros 16 municípios da região metropolitana. Essa área, juntamente com a capital, possui cerca de 75% da população e 65% do PIB estadual.
Mas é inegável que houve um avanço significativo do PIB extrametropolitano nos últimos dez anos. Dentre os cinco municípios com maior PIB no estado, estão Volta Redonda e Macaé, localizados em duas regiões cujos ritmos de crescimento econômico são os maiores responsáveis pela desconcentração espacial da economia fluminense, o Vale do Paraíba e o Norte Fluminense.
No Vale do Paraíba, o crescimento se deve ao avanço industrial da região, especialmente nos setores metalúrgico, mecânico e automobilístico. Já no Norte Fluminense, o dinamismo é o resultado da expansão das atividades de apoio à extração do petróleo nas áreas marinhas da bacia sedimentar de Campos.
A despeito disso, a maior parte dos grandes investimentos industriais recentes ou que estão em andamento no estado do Rio de Janeiro tem sua localização na região metropolitana. É o caso, por exemplo, da Siderúrgica do Atlântico (do grupo alemão Thyssen), da ampliação da siderúrgica COSIGUA (Grupo Gerdau), da nova fábrica da Michellin, todos na Zona Oeste carioca, do COMPERJ, complexo petroquímico da Petrobrás, em Itaboraí, do Pólo Gás-Químico, em Duque de Caxias, dentre outros. Só os dados econômicos dos próximos anos confirmarão ou não se há uma tendência de reconcentração metropolitana.
O Rio de Janeiro importa grande parte dos gêneros alimentícios que consome, e essa debilidade rural é uma das explicações para a relativa fragilidade da rede urbana estadual, quando comparada a de outros estados do Centro-Sul do país. Esse pouco desenvolvimento do setor agropecuário do estado também explica o dinamismo relativamente baixo do interior fluminense.
A atividade de maior relevância nessa região é a pecuária leiteira, voltada principalmente para o abastecimento do mercado da região metropolitana e contando com nível médio de modernização não muito elevado. Essa atividade é realizada, em boa parte, sobre os solos empobrecidos pelo cultivo do café no final do século XIX e início do XX.
Em relação ao setor agropecuário, merecem destaque o decadente cultivo da cana-de-açúcar no Norte Fluminense e a produção de hortigranjeiros na Região Serrana, esta última como parte do “Cinturão Verde” que abastece a área metropolitana.
Em contrapartida, o setor terciário é o grande destaque da economia fluminense, especialmente da sua capital, sendo responsável pela maior parte do PIB estadual. O turismo é uma atividade de grande importância, em particular para as regiões Metropolitana, das Baixadas Litorâneas, Serrana e da Costa Verde. Os setores financeiro, educacional, comercial, de transportes e comunicações completam o conjunto das atividades que constituem a espinha dorsal do terciário fluminense.
Considerações finais
Como vimos, o estado do Rio de Janeiro possui uma economia relevante nacionalmente e bastante diversificada, mas com uma histórica concentração na capital e em alguns municípios do seu entorno. Após um longo período de verdadeiro marasmo econômico, que durou cerca de trinta anos, uma série de fatores têm contribuído para melhorar as perspectivas de crescimento econômico do estado, atraindo importantes investimentos, inclusive os industriais, cuja decadência no estado era marcante.
Essa recente retomada do dinamismo econômico estadual, inseparável da melhoria do quadro econômico nacional, abre novas perspectivas de reorganização do território fluminense, cujos desdobramentos ainda não são totalmente nítidos. Eles dependerão, em grande medida, das políticas públicas e dos investimentos em infra-estrutura, que constituem uma das grandes carências do espaço econômico estadual. Eles são essenciais para incentivar o crescimento econômico e ampliar a difusão espacial e social de seus benefícios.

CODESP: TRABALHO SOBRE CARTOGRAFIA TURMA 3101


OLHA PARA O LADO BOM PELO MENOS VOCÊS NUNCA VÃO SE PERDER RSRSRS
Objetivo do Trabalho


Proporcionar conhecimentos básicos, teóricos e práticos, que possibilitem identificar, localizar e quantificar componentes que façam parte das diversas formas de representações cartográficas.

TÓPICOS OBRIGATÓRIOS


1. O que é cartografia?
2. Tipos de mapas
3. Escala – legenda – convenções cartográficas
4. Projeções cartográficas

Orientações importantes

» Procure pesquisar em fontes (livros, apostilas, enciclopédias e sites) confiáveis ou com indicação de seu professor. Lembre-se que, principalmente na Internet, existem informações corretas e incorretas.
» Não transforme seu trabalho numa simples cópia de livros ou sites. Usando deste artifício, além de você não aprender nada, ainda corre o risco de tirar uma nota baixa.
» Leia o material pesquisado, faça um resumo destacando as principais informações levantadas e escreva um texto com suas próprias palavras.
» Um bom trabalho começa por uma boa capa. Coloque nela todas as informações necessárias, tais como: nome, número, série, nome do professor e da matéria, título do trabalho, data e outras informações solicitadas pelo professor. A estética ajuda muito e causa uma boa impressão, portanto, capriche na organização da capa.
» Cuidado com a redação do trabalho. Faça sempre uma correção com o propósito de corrigir erros ortográficos e gramaticais.
» Peça para algum amigo ou parente para ler seu trabalho. Para você o trabalho pode estar muito bom e claro, mas uma segundo opinião é sempre bem vinda.
» Quando utilizar imagens, procure sempre colocar legenda. As fotos e figuras não servem somente para ilustrar o trabalho, mas também são ótimas referências e fontes de informação.
» Caso o trabalho seja digitado, procure utilizar fonte verdana, arial ou times new roman (tamanho 12). Os títulos e subtítulos podem ser em tamanho 14 e negrito. Justificado (faça um trabalho elegante mais sem exageros)
» O Trabalho pode ser feito de maneira individual ou em equipe de até 4 alunos.
» O Trabalho será aceito somente no dia 04/09/09, caso o aluno tenha faltado justificar com a coordenação Lecy (coordenadora geral)
» O Trabalho será contabilizado no Controle de Tarefas do 2° Trimestre

» Divida seu trabalho em partes:

1º - Sumário : relação dos assuntos abordados em seu trabalho e distribuição temática. Se você for colocar no Final ai é Índice
2º - Introdução : neste item você vai explicar rapidamente do que se trata o trabalho e o que você pretende com ele.
3º - Desenvolvimento : é o miolo e a parte mais importante do trabalho. Desenvolva um texto claro e objetivo, explicando o assunto abordado, dando exemplos, citando trechos de livros (sempre entre aspas e com citação bibliográfica), levantando hipóteses etc.
Observação: nunca escreva no seu trabalho “desenvolvimento” divida o trabalho em capítulos, aproveite os tópicos propostos
4º - Considerações Finais : coloque seu ponto de vista sobre o assunto e encerre o texto com sua conclusão final.
5º - Bibliografia : não esqueça de citar todos os livros, apostilas, sites e outros materiais que você utilizou em seu trabalho.

Exemplo (livro):

"SOBRENOME (ou apelido), Primeiros nomes". Título (destacado em negrito ou itálico). Edição [só a partir da 2. ª]. Local de publicação: Editora (ou editor), ano de publicação. ISBN.

Site

No caso da indicação de sites, deve indicar:
O autor (se estiver identificado);
O título da página (se estiver explícita);
O endereço;
A data de acesso (se fez alterações no artigo, com base numa página da internet, indique a data do último acesso)
Gates, B. & Ballmer, S. (1998). Homepage do Defensor do Código Aberto <
http://www.opensource.org/halloween/halloween1.php>. Acessado (ou Visitado) em 5 de Agosto de 2003.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

COLETÂNIA DE PROVAS DA UERJ



Segue abaixo a lista das provas do vestibular UERJ para a Academia de Polícia Militar D. João VI e os gabaritos de 2001 a 2009, para download. Estão divididas por ano.


Os arquivos estão compactadas com a extensão “.rar”. Para descompactar você vai precisar do programa WinRAR. Faça o download do WinRAR no Baixaki.


E estão hospedados no 4Shared.com. O site é muito intuitivo é fácil de navegar, mas se não souber como que faz para baixar, leia esse tutorial de como baixar arquivos no 4Shared.com.


Provas anteriores do concurso para Oficial da PM – Rio de Janeiro (vestibular da UERJ 2001 a 2008)


Vestibular UERJ 2001Arquivo: concurso_oficialpm_2001.rar Tamanho: 10.498 KB
Vestibular UERJ 2002Arquivo:
concurso_oficialpm_2002.rar Tamanho: 4.802 KB
Vestibular UERJ 2003Arquivo:
concurso_oficialpm_2003.rar Tamanho: 5.293 KB
Vestibular UERJ 2004Arquivo:
concurso_oficialpm_2004.rar Tamanho: 9.303 KB
Vestibular UERJ 2005Arquivo:
concurso_oficialpm_2005.rar Tamanho: 5.932 KB
Vestibular UERJ 2006Arquivo:
concurso_oficialpm_2006.rar Tamanho: 10.282 KB
Vestibular UERJ 2007Arquivo:
concurso_oficialpm_2007.rar Tamanho: 5.225 KB
Vestibular UERJ 2008Arquivo:
concurso_oficialpm_2008.rar Tamanho: 5.668 KB
Vestibular UERJ 2009Arquivo:
concurso_oficialpm_2009.rar Tamanho: 8.915 KB


terça-feira, 18 de agosto de 2009

EUROPA: DENSIDADE DEMOGRÁFICA E CULTURA



A Europa Ocidental é um continente densamento povoado onde em uma curta extensão teritorial convivem várias etnias.


A Europa é 2° o menor continente do planeta, além disso, o seu território é bastante fragmentado, ou seja, é dividido em 48 países. Somando a população de todos esses, o total é de aproximadamente 750 milhões de habitantes, levando em conta o território limitado do continente pode-se afirmar que o mesmo é bastante povoado, apresenta uma densidade demográfica de 72 hab./Km2.


A população européia tem sua origem ligada etnicamente a diferentes povos, especialmente: anglo-saxões, escandinavos, eslavos, germânicos e latinos. Embora existam países cuja população tem sua origem a partir da miscigenação entre os grupos humanos citados.


O cristianismo (católicos, protestantes e ortodoxos) é a religião praticada pela maioria da população européia, que se encontra distribuída de maneira irregular no território.


Existem áreas em que a concentração é muito elevada, com mais de 300 hab./km2, e em outras apresentam uma densidade demográfica inferior a 1 hab./km2.


A porção da Europa mais povoada localiza-se no centro-ocidental, região que se destaca especialmente pela produção industrial e comercial. A região abriga países como Itália, Países Baixos, França, Reino Unido e Alemanha. Ao norte do continente, região de proximidade com o círculo polar Ártico, o povoamento é muito restrito, condição imposta pelo clima extremamente frio. Dentre os países mais populosos da Europa, a Rússia ocupa o primeiro lugar, com cerca de 144 milhões de habitantes; logo depois vem a Alemanha (82 milhões), França (59 milhões), Reino Unido (59 milhões), Itália (57 milhões), Ucrânia (49 milhões) e Espanha (39 milhões). A maior densidade demográfica da Europa pertence à Holanda, com cerca de 470 hab./km2.




CULTURA




A Europa, de acordo com os aspectos físicos e sua formação geológica, é considerada por muitos cientistas como um continente que corresponde a uma península da Eurásia, essa significa a união da Ásia e a própria Europa, localizada no hemisfério norte.


A Europa se constitui como continente devido os acontecimentos históricos, pois nesse houve as principais dispersões culturais, políticas e econômicas, que expandiu sua influência em âmbito internacional. Para uma caracterização dos principais eventos ocorridos na Europa pode-se destacar, principalmente, o colonialismo, a expansão imperialista, as civilizações romana e grega, o Renascimento, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e surgimento do primeiro bloco econômico do mundo, a partir dos exemplos citados fica claro perceber que a Europa foi e ainda continua sendo o palco das grandes realizações humanas.


A separação cultural ocorreu a partir de duas vertentes, no qual, de um lado está a civilização romana e grega, ambas representantes da parte européia, do outro lado os representantes asiáticos, árabes, hindus e chineses. Essa foi uma separação de valor cultural e nem tanto físico, pois o que foi levado em conta foram as disparidades culturais, religiosas e econômicas, singulares a cada grupo.


Atualmente com o estágio avançado que se encontra a Globalização o ocidente tem promovido grande influência no oriente, algo que ocorria raramente no século XIX. Apesar da imensa distribuição de cultura e conhecimento da Europa para o mundo, realmente quem emergiu cultura para os dois continentes saíram todos do oriente como, por exemplo, o cristianismo, o alfabeto entre outros.


O domínio europeu no mundo teve início doravante dos séculos XV e XVI, por meio da busca da expansão de seu território, isso foi possível através das grandes navegações, no qual se fazia necessário extrair riquezas em outros continentes para suprir as necessidades do mercado em constante expansão, uma vez que crescia o número da população. Por terem desenvolvido os aspectos político e cultural em âmbito interno, conseguiu implantar sobre os outros povos domínio, pois detinham conhecimento em ciências, estratégia militar e tecnologias.


Justamente nesse momento da história que se criaram as expressões “civilizado” e “selvagem”, essas denominações tinham como finalidade principal diferenciar a cultura greco-romana chamadas também de civilizações clássicas e europeizadas. No entanto, essa distinção entre dois grupos atualmente pode ser identificada, basta observar o grupo de países mais ricos do mundo, salvo Estados Unidos e Japão, todos são europeus. Na concepção européia o restante do mundo se limita a um “canteiro” de exploração econômica, ambiental e social, mão-de-obra e mercado consumidor. As grandes metrópoles ocidentais européias apresentam obras com grande quantidade de ouro e prata, adquiridas a custa do trabalho de escravo e nativos provenientes da exploração das colônias, hoje existe uma grande fortuna em pedras preciosas guardadas em instituições financeiras.


Atualmente a União Européia representa uma ofensiva contra a hegemonia norte-americana que dura desde o declínio do socialismo liderado pela União Repúblicas Socialistas Soviéticas no qual era a única a fazer frente aos EUA.

A NATUREZA É FONTE DE VIDA


Alunos do Colégio Odete São Paio realizando pesquisa sobre o Meio Ambiente
A contradição nas relações Homem-Natureza consiste principalmente nos problemas dos processos industriais criados pelo Homem. Esse processo é visto como gerador de desenvolvimento, empregos, conhecimento e maior expectativa de vida. Porém, o homem se afastou do mundo natural, como se não fizesse parte dele. Com todo esse processo industrial e com a era tecnológica, a humanidade conseguiu contaminar o próprio ar que respira, a água que bebe, o solo que provém os alimentos, os rios, destruir florestas e os habitats animais. Todas essas destruições colocam em risco a sobrevivência da Terra e dos próprios seres humanos.
O elevado índice de consumo e a conseqüente industrialização esgotam ao longo do tempo os recursos da Terra, que levaram milhões de anos para se compor. Muitos desastres naturais são causados pela ação do homem no meio ambiente. Ao contrário de muitos que pensam que a natureza é violenta, pode ser, mas seu maior agressor é o homem, que não se deu conta de que deve sua existência à ela.
Todos esses processos industriais transformam o meio ambiente, poluindo o ar, a água, o solo, destruindo florestas, fazendo com que muitas pessoas se afastem e não tenham contato com o mundo natural, ou seja, interagindo em equilíbrio com todos os seres do planeta. Os sentidos básicos do homem como o instinto, a emoção e a espiritualidade se perdem sem essa interação com a natureza.
Mesmo que o homem tenha hoje uma maior consciência sobre sua intervenção no mundo natural, o que podemos até considerar um avanço, mediante as grandes degradações que já ocorreram até agora, ainda não há coerência suficiente. Ou seja, muitas ações deveriam ser colocadas em prática para a preservação do meio ambiente como um todo. O que vemos atualmente é que os índices de degradação aumentaram, enquanto de um lado existem muitos lutando por um mundo melhor para todos, de outro lado, a grande maioria busca seu próprio crescimento econômico, com o objetivo de consumir cada vez mais, e como conseqüência, consumir mais recursos naturais, ocasionando a degradação, sem se preocupar e muitas vezes sem saber, que esses recursos muitos são renováveis e não são infinitos.
Os problemas ambientais já vêm de longa data, desde a época em que o sistema industrial se desenvolveu na Europa e depois se transferiu para a América do Norte, aumentando cada vez mais a pressão sob o planeta. Recentemente, os problemas ambientais se agravaram, devido ao crescimento populacional desenfreado e suas vontades de viver num mundo industrial e tecnológico. O maior problema do planeta hoje, é entender e resolver as relações Homem-Terra, para que se consiga viver em harmonia e em equilíbrio com o Planeta.
Muitos novos empresários começam seus negócios já com uma consciência ambiental, tentando utilizar o mínimo de recursos naturais e aproveitar os já utilizados, mas, mesmo com todas essa consciência, que já é uma conquista para o Planeta, falta a consciência para saber o que realmente é preciso consumir. Se um produto é lançado no mercado e tem boa aceitação, a tendência é aumentar a produção, gerando mais resíduos e utilizando mais recursos, portanto, deve-se primeiro analisar e ter consciência se aquele produto é necessário para a sobrevivência dos seres humanos, sabendo que os recursos naturais são necessários para a sobrevivência.
A questão positiva é uma maior conscientização e valorização do meio ambiente, mas ainda a humanidade está longe de aprender a consumir e interagir com o mesmo, e de entender que é um ser participante do ciclo natural e não o dominante.
A Ciência e a Técnica são fundamentais para a preservação ou recuperação do ecossistema planetário, pois contribuem em forma de conhecimento profundo, técnico, científico, sobre o ciclo de vida e as complexidades do planeta, aplicando métodos para gerar o equilíbrio entre os participantes. É preciso entender o planeta Terra sob todos os aspectos, formas e sentidos, conhecer para preservar. As técnicas humanas devem funcionar e auxiliar o equilíbrio das técnicas da Terra.
Alguns princípios básicos podem servir para orientar a humanidade para o desenvolvimento de técnicas que gerem o equilíbrio entre os seres humanos e o mundo natural. Os humanos devem conhecer a Terra, antes de tomar qualquer atitude. A humanidade deve sair da bolha industrial em que vive, mudar o comportamento, valorizando e interagindo com o mundo natural o qual faz parte, respeitando as transformações do meio no seu devido tempo.
É importante haver um processo participativo e sustentável, cada um fazendo a sua parte e respeitando o ciclo de cada ser existente no planeta. As técnicas adquiridas pelo homem devem servir para proteger o planeta, cuidar dos resíduos gerados, para se proteger de alguma transformação natural, e não para destruir a vida. Deve haver respeito à grandeza da natureza, reverência à Terra. Enquanto não se aprender a celebrar a Terra, não será possível curá-la.


Referência Bibliográfica:

BERRY, Thomas. O Sonho da Terra. Petrópolis: Vozes, 1991.