sábado, 30 de abril de 2011

CURSO MORSE PROJETO UERJ



EXERCICIOS Movimentos Migratórios

Questões:

01. Escolha as alternativas corretas e que justificam a diminuição acentuada na imigração do Brasil a partir da década de 1930.

(0) A crise da Bolsa de Valores de Nova York e a conseqüente crise econômica do Brasil.
(1) As medidas constitucionais de 1934 e 1937 regulamentando e restringindo a imigração.
(2) A cota dos 2%, medida segundo a qual a partir de 1934 só poderia entrar no Brasil 2% do total de imigrantes de cada nacionalidade entrados nos últimos 50 anos.
(3) Dificuldades impostas pelos países de emigração para evitar a saída de indivíduos.
(4) A Lei Eusébio de Queiroz, proibindo o tráfico de escravos.


02. Sobre a imigração alemã (1850 – 1870) não é certo afirmarmos:

a) Radicou-se principalmente em Santa Catarina, no Vale do Itajaí e no Rio Grande do Sul, no Vale do Jacuí e Vale dos Sinos.

b) Praticaram a policultura, introduziram no país os minifúndios, ou pequenas propriedades.

c) São Leopoldo (RS), Novo Hamburgo (RS), Itajaí (SC), Brusque (SC), Joinville (SC), Colatina (ES) e Santo Amaro (SP) são localidades em que se fixaram um grande número de alemães.

d) Integrou-se facilmente na comunidade brasileira, especialmente nos estados sulinos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

e) Influenciaram a alimentação, as construções e costumes, notadamente em Santa Catarina.


03. (MED. ABC) “Muitos colonos gaúchos e catarinenses estão ajudando na conquista de uma nova fronteira agrícola: a região de Dourados, responsável por 50% da produção de soja de Mato Grosso do Sul. Rondônia, nossa última fronteira, recebeu, nos últimos três anos, cerca de 200.000 migrantes. Só 10% de sua população economicamente ativa nasceu ali.” (Jornal da Tarde,de 16/5/81)

Identifique, no mapa abaixo, a seta que corresponde à direção do fluxo populacional descrito no texto anterior.


a) 5
b) 3
c) 3
d) 1
e) 4


04. (UNIFOR) A região que forneceu o maior contingente de colonos-migrantes para a ocupação da fronteira agrícola, no Mato Grosso, Rondônia e Acre, durante os anos 70 e 80, foi a:

a) Norte
b) Nordeste
c) Centro-Oeste
d) Sul
e) Sudeste


05. (UNOPAR) Dos imigrantes que vieram para o Brasil, a maior contribuição populacional populacional foi dada pelos:

a) portugueses e japoneses
b) italianos e alemães
c) alemães e espanhóis
d) japoneses e espanhóis
e) portugueses e italianos


06. (PUC) Entre os fatores que impulsionaram a migração européia para o Brasil entre 1870 - 1930, podemos excluir:

a) o desenvolvimento da cafeicultura;
b) as iniciativas dos fazendeiros de auxiliar colonos;
c) a abolição da escravatura e a conseqüente liberação da mão-de-obra;
d) a unificação política e industrialização tardia da Itália;
e) a Primeira Guerra Mundial.


07. (UFPA) A reduzida entrada de imigrantes no primeiro período pode ser melhor explicada:

a) devido à abundância de mão-de-obra escrava no período;

b) pela suspensão de financiamentos para o imigrante em 1830 e a exigência de que 25% deles se destinassem à agricultura;

c) pelo estabelecimento de cotas de imigração em 2%, segundo a nacionalidade, a partir de 1910;

d) pela tropicalidade do país;

e) devido à estabilidade política da Europa, que estimulava a fixação do homem ao solo europeu, pois este não iria se aventurar em novas terras.


08. (FEI) Migrações pendulares são:

a) movimentos ligados a atividades pastoris;
b) movimentos da população rural em direção aos grandes centros urbanos;
c) troca de imigrantes entre as grandes regiões;
d) deslocamento maciço de populações urbanas em direção ao campo;
e) movimentos diários de trabalhadores entre o local de residência e o local de trabalho.


09. (UNIUBE) Na história da imigração para o Brasil, no século XX, há de se destacar a Lei de Cotas, de 1934. Por essa lei, só poderiam ingressar, anualmente, até 2% do total de imigrantes de uma mesma nacionalidade já estabelecidos no país nos 50 anos anteriores. Com isso, o Governo Federal visava a diminuir a importância política da mão-de-obra operária de origem:

a) italiana
b) portuguesa
c) japonesa
d) sírio-libanesa
e) coreana


10. (UNIUBE) Na segunda metade do século XIX, o Brasil recebeu um grande contingente imigratório. Um dos grupos de imigrantes se destaca por ter participado da fundação de várias cidades, tais como: Blumenau, Joinville, São Leopoldo e Novo Hamburgo. O texto refere-se aos imigrantes:

a) italianos
b) franceses
c) alemães
d) espanhóis
e) portugueses

EXERCICIOS GEOGRAFIA URBANA E INDUSTRIA

Algumas questões para testar os conhecimentos sobre Geografia Urbana e Indústria, o gabarito está em comentários, aproveita e deixa um...

01. Quais alternativas estão corretas?

(1) As maiores e mais bem equipadas metrópoles das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul são, respectivamente, Manaus, Salvador, São Paulo e Porto Alegre.

(2) Caxias (RS), Blumenau (SC), Londrina (PR), Ribeirão Preto (SP), Campos (RJ) e Feira de Santana (BA) são exemplos decapitais regionais.

(3) Dentre as características de uma metrópole, podemos citar a função de polarização e de organização de espaço ao seu redor.

(4) Comparando-se as redes urbanas das regiões Norte e Sudeste, podemos dizer que a primeira não apresenta uma nítida hierarquia urbana ao passo que a segunda é bem caracterizada hierarquicamente.


02. (PUC) Os “mocambos” e os “alagados” constituem áreas de habitações precárias que abrigam partes consideráveis das populações pobres das cidades de:

a) São Paulo e Rio de Janeiro
b) Vitória e Salvador
c) Recife e São Paulo
d) Manaus e Rio de Janeiro
e) Recife e Salvador


03. (FUVEST) Imaginando um percurso de São Luis à Curitiba, encontraremos, quanto ao uso do solo, a predominância das seguintes atividades:

a) lavoura de subsistência, lavoura comercial e extrativa vegetal.
b) extrativa vegetal, agricultura comercial e lavoura de subsistência.
c) extrativa vegetal, pecuária e agricultura comercial.
d) extrativa mineral, pecuária intensiva e agropecuária comercial.
e) pecuária, lavoura comercial e extrativa vegetal.


04. (PUC) O conceito de “hábitat” em Geografia compreende:

a) as formas de moradia nas diferentes regiões do globo.
b) as relações que se estabelecem entre as coletividades humanas e o meio natural.
c) os tipos de habitações nas faixas intertropicais.
d) as relações entre os seres vivos e o meio ambiente.
e) a organização do espaço urbano.


05. (PUC) Nos países industrializados, a migração campo-cidade tem como causa fundamental:

a) carência de melhores condições sociais no campo.
b) baixa produtividade agrícola.
c) pressão demográfica no campo.
d) dificuldade de aquisição de terras.
e) liberação de mão-de-obra pela mecanização.


06. (ULBRA) "O município está assentado sobre a borda da bacia sedimentar do Paraná, tendo como embasamento rochas antigas tais como xisto e gnaisses do Grupo Araxá (Pré-Cambriano)."
Sociedade & Natureza, Uberlância, dez./1989

O trecho acima define:

a) o sítio urbano do município;
b) o sítio urbano e a situação urbana do município;
c) a situação urbana e a origem do município;
d) a posição geográfica do município;
e) a situação no contexto regional do município.


07. (VUNESP) Segundo a hierarquia urbana, as cidades mais importantes de um país, que comandam a rede urbana nacional, estabelecendo áreas de influência, correspondem aos (às):

a) centros regionais
b) cidades-dormitórios
c) metrópoles nacionais
d) capitais regionais
e) metrópoles regionais


08. Em relação às cidades, é correto afirmar:

a) A cidade de São Paulo corresponde a uma metrópole nacional, situada nas margens do Rio Paraíba do Sul.
b) A cidade de Washington corresponde a uma metrópole nacional.
c) O êxodo rural é um dos fatores que mais têm contribuído para o inchaço das metrópoles brasileiras.
d) No Brasil, verifica-se o predomínio de população rural.
e) A partir da década de 1980, o êxodo rural deixou de ocorrer devido ao assentamento dos sem-terra pelo Incra.


09. (CEFET - PR) Um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comuns, define a:

a) metropolização
b) área metropolitana
c) rede urbana
d) megalópole
e) hierarquia urbana


10. Sobre o surto de urbanização que se verifica no mundo, é correto afirmar que:

a) é verificado com a mesma intensidade nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos;
b) é provocado em todo o mundo pelos altos índices de natalidade;
c) é um fenômeno característico dos países industrializados europeus;
d) é mais intenso nos países subdesenvolvidos, tendo como causa o êxodo rural;
e) é mais intenso nos países desenvolvidos, devido ao desenvolvimento industrial

11. O que são CIDADES GLOBAIS?

12. Explique:

A) Fordismo
B) Taylorismo
C) Toyotismo

quinta-feira, 31 de março de 2011

CURSO MORSE: GABARITO SIMULADO

PROFESSOR FABIO PAIVA GABARITO DO SIMULADO DE HUMANAS DIA 31/03 PROFESSORES FABIO PAIVA, GABRIELLY LINS E VICTOR COUTINHO
1 B; 2 C; 3 D; 4 ANULADA; 5 B; 6 B; 7 D; 8 D; 9 D; 10 D; 11 A; 12 A; 13 D; 14 D; 15 C; 16 A; 17 D; 18 C; 19 D; 20 C; 21 C; 22 A 23 D; 24 B; 25 B; 26 D; 27 D; 28 B; 29 C; 30 C

CONFLITOS NA PALESTINA

terça-feira, 29 de março de 2011

DICA DE LEITURA

Trecho de Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil,
de Leandro Narloch

Cinco verdades que você não deveria conhecer
Em 1646, os jesuítas que tentavam evangelizar os índios no Rio de Janeiro tinham um problema. As aldeias onde moravam com os nativos ficavam perto de engenhos que produziam vinhos e aguardente. Bêbados, os índios tiravam o sono dos padres. Numa carta de 25 de julho daquele ano, Francisco Carneiro, o reitor do colégio jesuíta, reclamou que o álcool provocava "ofensas a Deus, adultérios, doenças, brigas, ferimentos, mortes" e ainda fazia o pessoal faltar às missas. Para acabar com a indisciplina, os missionários decidiram mudar três aldeias para um lugar mais longe, de modo que não ficasse tão fácil passar ali no engenho e tomar umas. Não deu certo. Foi só os índios e os colonos ficarem sabendo da decisão para se revoltarem juntos. Botaram fogo nas choupanas dos padres, que imediatamente desistiram da mudança.
Os anos passaram e o problema continuou. Mais de um século depois, em 1755, o novo reitor se dizia contrariado com os índios por causa do "gosto que neles reina de viver entre os brancos". Era comum fugirem para as vilas e os engenhos, onde não precisavam obedecer a tantas regras. O reitor escreveu a um colega dizendo que eles "se recolhem nas casas dos brancos a título de os servir; mas verdadeiramente para viver a sua vontade e sem coação darem-se mais livremente aos seus costumados vícios". O contrário também acontecia. Nas primeiras décadas do Brasil, tantos portugueses iam fazer festa nas aldeias que os representantes do reino português ficaram preocupados. Enquanto tentavam fazer os índios viver como cristãos, viam os cristãos vestidos como índios, com várias mulheres e participando de festas no meio das tribos. Foi preciso editar leis para conter a convivência nas aldeias. Em 1583, por exemplo, o conselho municipal de São Paulo proibiu os colonos de participar de festas dos índios e "beber e dançar segundo seu costume". 2
Os historiadores já fizeram retratos bem diversos dos índios brasileiros. Nos primeiros relatos, os nativos eram seres incivilizados, quase animais que precisaram ser domesticados ou derrotados. Uma visão oposta se propagou no século 19, com o indianismo romântico, que retratou os nativos como bons selvagens donos de uma moral intangível. Parte dessa visão continuou no século 20. Historiadores como Florestan Fernandes, que em 1952 escreveu A Função Social da Guerra na Sociedade Tupinambá , montaram relatos onde a cultura indígena original e pura teria sido destruída pelos gananciosos e cruéis conquistadores europeus.
Os índios que ficaram para essa história foram os bravos e corajosos que lutaram contra os portugueses. Quando eram derrotados e entravam para a sociedade colonial, saíam dos livros. Apesar de tentar dar mais valor à cultura indígena, os textos continuaram encarando os índios como coisas, seres passivos que não tiveram outra opção senão lutar contra os portugueses ou se submeter a eles. Surgiu assim o discurso tradicional que até hoje alimenta o conhecimento popular e aulas da escola. Esse discurso nos faz acreditar que os nativos da América viviam em harmonia entre si e em equilíbrio com a natureza até os portugueses chegarem, travarem guerras eternas e destruírem plantas, animais, pessoas e culturas.
Na última década, a história mudou outra vez. Uma nova leva de estudos, que ainda não se popularizou, toma a cultura indígena não como um valor cristalizado. Sem negar as caçadas que os índios sofreram, os pesquisadores mostraram que eles não foram só vítimas indefesas. A colonização foi marcada também por escolhas e preferências dos índios, que os portugueses, em número muito menor e precisando de segurança para instalar suas colônias, diversas vezes acataram. Muitos índios foram amigos dos brancos, aliados em guerras, vizinhos que se misturaram até virar a população brasileira de hoje. "Os índios transformaram-se mais do que foram transformados", afirma a historiadora Maria Regina Celestino de Almeida na tese Os Índios Aldeados no Rio de Janeiro Colonial , de 2000. As festas e bebedeiras de índios e brancos mostram que não houve só tragédias e conflitos durante aquele choque das civilizações. Em pleno período colonial, muitos índios deviam achar bem chato viver nas tribos ou nas aldeias dos padres. Queriam mesmo era ficar com os brancos, misturar-se a eles e desfrutar das novidades que traziam.
O contato das duas culturas merece um retrato ainda mais distinto, até grandiloquente. Quando europeus e ameríndios se reencontraram, em praias do Caribe e do Nordeste brasileiro, romperam um isolamento das migrações humanas que completava 50 mil anos. É verdade que o impacto não foi leve – tanto tempo de separação provocou epidemias e choques culturais. Mas eles aconteceram para os dois lados e não apagam uma verdade essencial: aquele encontro foi um dos episódios mais extraordinários da história do povoamento do ser humano sobre a Terra, com vantagens e descobertas sensacionais tanto para os europeus quanto para centenas de nações indígenas que viviam na América. Um novo ponto de vista sobre esse episódio surge quando se analisa alguns fatos esquecidos da história de índios e portugueses.
Quem mais matou índios foram os índios
Uma das concepções mais erradas sobre a colonização do Brasil é acreditar que os portugueses fizeram tudo sozinhos. Na verdade, eles precisavam de índios amigos para arranjar comida, entrar no mato à procura de ouro, defender-se de tribos hostis e até mesmo para estabelecer acampamentos na costa.
Descer do navio era o primeiro problema. Os comandantes das naus europeias costumavam escolher bem o lugar onde desembarcar, para não correr o risco de serem atacados por índios nervosos e nuvens de flechas venenosas. Tanto temor se baseava na experiência. Depois de meses de viagem nas caravelas, os navegadores ficavam mal nutridos, doentes, fracos, famintos e vulneráveis. Chegavam a lugares desconhecidos e frequentemente tinham azar: levavam uma surra e precisavam sair às pressas das terras que achavam ter conquistado. Acontecia até de terem que mendigar para arranjar comida, como na primeira viagem de Vasco da Gama 3 à Índia, em 1498.
O tratamento foi diferente no Brasil, mas nem tanto. Os portugueses não eram seres onipotentes que faziam o que quisessem nas praias brasileiras. Imagine só. Você viaja para o lugar mais desconhecido do mundo, que só algumas dúzias de pessoas do seu país visitaram. Há sobre o lugar relatos tenebrosos de selvagens guerreiros que falam uma língua estranha, andam nus e devoram seus inimigos – ao chegar, você percebe que isso é verdade. Seu grupo está em vinte ou trinta pessoas; eles, em milhares. Mesmo com espadas e arcabuzes, sua munição é limitada, o carregamento é demorado e não contém os milhares de flechas que eles possuem. Numa condição dessas, é provável que você sentisse medo ou pelo menos que preferisse evitar conflitos. Faria algumas concessões para que aquela multidão de pessoas estranhas não se irritasse.
Para deixar os índios felizes, não bastava aos portugueses entregar-lhes espelhos, ferramentas ou roupas. Eles de fato ficaram impressionados com essas coisas (veja mais adiante) , mas foi um pouco mais difícil conquistar o apoio indígena. Por mais revolucionários que fossem as roupas e os objetos de ferro europeus, os índios não viam sentido em acumular bens: logo se cansavam de facas, anzóis e machados. Para permanecerem instalados, os recém-chegados tiveram que soprar a brasa dos caciques estabelecendo alianças militares com eles. Dando e recebendo presentes, os índios acreditavam selar acordos de paz e de apoio quando houvesse alguma guerra. E o que sabiam fazer muito bem era se meter em guerras.
O massacre começou muito antes de os portugueses chegarem. As hipóteses arqueológicas mais consolidadas sugerem que os índios da família linguística tupi-guarani, originários da Amazônia, se expandiam lentamente pelo Brasil. Depois de um crescimento populacional na floresta amazônica, teriam enfrentado alguma adversidade ambiental, como uma grande seca, que os empurrou para o Sul. À medida que se expandiram, afugentaram tribos então donas da casa. Por volta da virada do primeiro milênio, enquanto as legiões romanas avançavam pelas planícies da Gália, os tupis-guaranis conquistavam territórios ao sul da Amazônia, exterminando ou expulsando inimigos. 4 Índios caingangues, cariris, caiapós e outros da família linguística jê tiveram que abandonar terras do litoral e migrar para planaltos acima da serra do Mar.
Em 1500, quando os portugueses apareceram na praia, a nação tupi se espalhava de São Paulo ao Nordeste e à Amazônia, dividida em diversas tribos, como os tupiniquins e os tupinambás, que disputavam espaço travando guerras constantes entre si e com índios de outras famílias linguísticas. Não se sabe exatamente quantas pessoas viviam no atual território brasileiro – as estimativas variam muito, de 1 milhão a 3,5 milhões de pessoas, divididas em mais de duzentas culturas. Ainda demoraria alguns séculos para essas tribos se reconhecerem na identidade única de índios, um conceito criado pelos europeus. Naquela época, um tupinambá achava um botocudo tão estrangeiro quanto um português. Guerreava contra um tupiniquim com o mesmo gosto com que devorava um jesuíta. Entre todos esses povos, a guerra não era só comum – também fazia parte do calendário das tribos, como um ritual que uma hora ou outra tinha de acontecer. Sobretudo os índios tupis eram obcecados pela guerra. Os homens só ganhavam permissão para casar ou ter mais esposas quando capturassem um inimigo dos grandes. Outros grupos acreditavam assumir os poderes e a perspectiva do morto, passando a controlar seu espírito, como uma espécie de bicho de estimação. Entre canibais, como os tupinambás , prisioneiros eram devorados numa festa que reunia toda a tribo e convidados da vizinhança.
Com a vinda dos europeus, que também gostavam de uma guerra, esse potencial bélico se multiplicou. Os índios travaram entre si guerras duríssimas na disputa pela aliança com os recém-chegados. Passaram a capturar muito mais inimigos para trocar por mercadorias. Se antes valia mais a qualidade, a posição social do inimigo capturado, a partir da conquista a quantidade de mortes e prisões ganhou importância. Por todo o século 16, quando uma caravela se aproximava da costa, índios de todas as partes vinham correndo com prisioneiros – alguns até do interior, a dezenas de quilômetros. Os portugueses, interessados em escravos, compravam os presos com o pretexto de que, se não fizessem isso, eles seriam mortos ou devorados pelos índios. Em 1605, o padre Jerônimo Rodrigues, quando viajou ao litoral de Santa Catarina, ficou estarrecido com o interesse dos índios em trocar gente, até da própria família, por roupas e ferramentas:
Tanto que chegam os correios ao sertão, de haver navio na barra, logo mandam recado pelas aldeias para virem ao resgate. E para isso trazem a mais desobrigada gente que podem, scilicet , moços e moças órfãs, algumas sobrinhas, e parentes, que não querem estar com eles ou que os não querem servir, não lhe tendo essa obrigação; a outros trazem enganados, dizendo que lhe farão e acontecerão e que levarão muitas coisas [...]. Outro moço vindo aqui onde estávamos, vestido em uma camisa, perguntando-lhe quem lha dera, respondeu que vindo pelo navio dera por ela e por alguma ferramenta um seu irmão; outros venderam as próprias madrastas, que os criaram, e mais estando os pais vivos.

Sobre o autor

O jornalista Leandro Narloch nasceu em Curitiba, Paraná. Foi repórter da revista Veja e editor das revistas Aventuras na História e Superinteressante. Tem 32 anos e vive em São Paulo. Seu primeiro livro, “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, também lançado pela editora LeYa Brasil, já vendeu mais de 100 mil exemplares desde novembro de 2009.
Ficha Técnica
Título: Guia politicamente incorreto da história do Brasil
Autor: Leandro Narloch
Formato: 16 x 23 cm – brochura
Nº de páginas: 368
Preço: R$ 39,90

quinta-feira, 24 de março de 2011

ESPECIAL: Colégio Pedro II

O CURSO MORSE INICIA EM ABRIL O CURSO VISANDO O CONCURSO PARA O COLEGIO PEDRO II, ANTES SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE.

Colégio Pedro II é uma tradicional instituição de ensino público federal, localizada no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. É o segundo mais antigo dentre os colégios em atividade no país (o mais antigo é o Atheneu Norte-Riograndense). É nomeado em homenagem ao imperador do Brasil D. Pedro II.

Fundado na época do período regencial brasileiro, integrava um projeto civilizatório mais amplo do império do Brasil, do qual faziam parte a fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o Arquivo Público do Império, seus contemporâneos. No plano da educação pretendia-se a formação de uma elite nacional. Deste modo, a instituição propunha-se formar quadros políticos e intelectuais para os postos da alta administração, principalmente pública.

Conta com 12 unidades escolares na cidade do Rio de Janeiro nos bairros do Centro, São Cristóvão (3 unidades), Humaitá (2 unidades), Tijuca (2 unidades), Engenho Novo (2 unidades) e Realengo (2 unidades). Também possui uma unidade em Niterói e outra em Duque de Caxias.

DÚVIDAS FREQUENTES:

1) Que é ensino ministrado no Colégio Pedro II?
O Colégio Pedro II ministra o Ensino Fundamental, o Ensino Médio Regular e o Ensino Técnico Integrado à Educação Profissional, inclusive na modalidade de Educação de Jovens e Adultos.

O Ensino Fundamental é ministrado em 9 (nove) anos e dividido em 2 (dois) segmentos:
a) Anos Iniciais, a partir do 1º Ano, no qual se inicia a alfabetização, até o 5º Ano, oferecido em cinco Unidades Escolares, a saber:

Engenho Novo I
Humaitá I
Realengo I
São Cristóvão I
Tijuca I
b) Anos Finais, do 6º ao 9º Ano, oferecido em seis Unidades Escolares, a saber:

Centro
Engenho Novo II
Humaitá II
Realengo II
São Cristóvão II
Tijuca II

O Ensino Médio Regular, da 1ª até a 3ª série, é oferecido em oito Unidades Escolares, a saber:

Centro
Duque de Caxias
Engenho Novo II
Humaitá II
Niterói
Realengo II
São Cristóvão III
Tijuca II

O Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, também da 1ª até a 3ª série, é ministrado visando à seguinte formação:

Técnico em Informática, diurno, oferecido nas Unidades Escolares Engenho Novo II, São Cristóvão III e Tijuca II;
Técnico em Meio Ambiente, diurno, oferecido exclusivamente na Unidade Escolar São Cristóvão III.
O Ensino Médio Integrado à Educação Profissional na modalidade de Educação de Jovens e Adultos - PROEJA foi implantado em 2006 como forma de resgatar o curso noturno, e é ministrado, atualmente, nas Unidades Escolares Centro, Engenho Novo II, Realengo II e Tijuca II, com a seguinte formação:

Técnico em Manutenção e Suporte em Informática, noturno, oferecido nas Unidades Escolares Engenho Novo II, Realengo II e Tijuca II;
Técnico em Administração, noturno, oferecido nas Unidades Escolares Centro e Realengo II;
Técnico em Manutenção Automotiva, noturno, oferecido exclusivamente na Unidade Escolar Tijuca II, em convênio com o CEFET-RJ.
O Colégio Pedro II não possui turmas de Educação Infantil.
Informações sobre as Unidades Escolares (telefones e endereços) podem ser obtidas no site do Colégio Pedro II (www.cp2.g12.br).

2) Quais são as formas de ingresso?
O ingresso de alunos ocorre através de Sorteio Público de vagas ou Processo de Seleção e Classificação de candidatos, conforme abaixo:

2.1) No Ensino Fundamental

Anos Iniciais: Sorteio Público de vagas para o 1º Ano
Anos Finais: Processo de Seleção de Candidatos, com provas de Matemática e Português.
2.2) No Ensino Médio

1ª série do Ensino Médio Regular: Processo de Seleção de Candidatos, com provas de Matemática e Português;
1ª série do Ensino Médio Integrado/ Área de formação: Informática: Processo de Seleção de Candidatos, com provas de Matemática, Raciocínio Lógico e Português;
1ª série do Ensino Médio Integrado/ Área de formação: Meio Ambiente: Processo de Seleção de Candidatos, com provas de Matemática, Conhecimentos Gerais e Português;
OBS1: NÃO HÁ SORTEIO OU PROCESSO DE SELEÇÃO PARA AS SÉRIES INTERMEDIÁRIAS.
OBS2: Sorteios e PROCESSOS DE SELEÇÃO são realizados apenas nas Unidades Escolares para as quais há previsão de vagas.

3) Quando e como são divulgados os Editais?
A Diretoria de Ensino divulga os Editais referentes aos Sorteios e Processos de Seleção de Alunos a partir do mês de agosto do ano em curso, através do site da Instituição e de sua publicação pela imprensa, além de disponibilizar esse material também nas Unidades Escolares.

4) Como obter Provas, Editais e Programas de Processos anteriores?
Esse material está disponível no site do Colégio Pedro II,
através do link “Concursos e Seleções”..

Novas questões sobre Globalização




Essas são em especial para as turmas de Pré-Vestibular e nono ano do fundamental. Sucesso para todos! Veja o Gabarito em comentarios Galera posta ai :P
1. (G1 - cftce 2007) Dificultando o sonho do Governo dos Estados Unidos de consolidar nas Américas um bloco econômico que abranja os mercados desde o Alasca à Patagônia, formando, de fato, a ALCA - Área de Livre Comércio das Américas - e sob a sua regência, há atualmente alguns obstáculos, como:
a) a permanente ameaça da guerrilha e do narcotráfico na Colômbia
b) a tendência de avanço do modelo socialista nos países platinos
c) as constantes posições contrárias do Canadá no campo político e econômico nas rodadas de negociação e nas reuniões da ONU - Organização das Nações Unidas
d) a busca de fortalecimento do Mercosul como um mercado regional
e) a atual tendência de oposição representada pelo Governo da Argentina, um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do Ocidente

2. (G1 - cftce 2007) Sobre as empresas transnacionais, é CORRETO afirmar que:
a) estão concentradas nos principais ramos da indústria moderna, constituindo oligopólios de dimensões internacionais
b) são pouco diversificadas, constituindo conglomerados
c) possuem grande capacidade financeira, tanto pelo volume de sua produção mundial, quanto pela associação com bancos nacionais
d) são tecnologicamente avançadas e buscam mão-de-obra barata nos países desenvolvidos
e) buscam, nos países em que operam, a mão-de-obra menos qualificada e utilizam técnicas avançadas de planejamento e controle

3. (G1 - cftmg 2007) A maior parte da riqueza gerada na economia globalizada tem sido apropriada pelas nações desenvolvidas, que elevam cada vez mais seu nível tecnológico. Em contrapartida, os países subdesenvolvidos tornam-se ainda mais pobres, com uma limitação muito grande de recursos financeiros, o que constitui um sério entrave ao desenvolvimento e à capacidade de gerar novas tecnologias. Assim, podemos dizer que na atual divisão internacional do trabalho existe uma seqüência de etapas, ligadas ao nível de desenvolvimento tecnológico, tanto nos países desenvolvidos quanto nos países subdesenvolvidos.
BOLIGIAN, Levon... [et.al.]. "Geografia: espaço e vivência". São Paulo, Atual, 2001.

Diante do exposto, é correto inferir que a utilização da tecnologia
a) contribui para o aumento de pequenas e médias empresas em nível mundial.
b) auxilia o mundo subdesenvolvido a captar lucros, diminuindo sua dívida externa.
c) possibilita a obtenção de superávits na balança comercial para as nações desenvolvidas.
d) agrega valor aos produtos primários, principais pautas de exportações dos países do norte.

4. (Uece 2007) A globalização tem sido vista, de maneira muito simplificada, como simples abertura de fronteiras e geração de um espaço mundial comum. É natural a construção ideológica segunda a qual nosso mundo encolheu dramaticamente e qualquer ponto do planeta está a nosso alcance, através do teclado do computador ou da tela da televisão. Considere os seguintes itens a respeito da globalização:

I - A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial, buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica contemporânea.
II - A globalização é o estágio supremo da internacionalização e o maior destaque desse mais recente período é o extraordinário progresso das ciências e das técnicas, a permitir que o mundo se torne socialmente mais justo e igualitário.
III - Num mundo globalizado, as realidades geográficas se renovam, contribuindo para vivermos num espaço sem fronteiras, uma aldeia global onde todos podem conhecer extensivamente e profundamente o planeta.

É(são) correta(s) apenas
a) I e III
b) II e III
c) II
d) I

5. (Ueg 2007) A globalização é o fenômeno mais recente da economia capitalista mundial. O mundo globalizado definiu uma nova organização do espaço geográfico, com impacto em todas as regiões do mundo, ampliando as diferenças entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos e entre as classes sociais no interior de cada um deles. Hoje, mais do que nunca, o mercado é controlado pelas grandes corporações multinacionais aglutinadas em diferentes blocos econômicos. A respeito desse assunto, é CORRETO afirmar:
a) A globalização cultural é caracterizada pela automação, disseminação do uso da informática, biotecnologia e pelos diversos meios de comunicação eletrônica, produto da intensificação das transformações tecnológicas e sua expansão por várias regiões do globo.
b) A globalização econômica se faz presente através da difusão de hábitos de consumo e do modo de vida dos países desenvolvidos por meio de marcas mundialmente conhecidas, supermercados, redes de 'fast-food', etc.
c) Um dos aspectos da globalização é a concepção neoliberal do Estado que se caracteriza pela ampliação das obrigações ligadas aos aspectos sociais e trabalhistas, além de promover políticas de financiamento e apoio à iniciativa privada.
d) Com o objetivo de minimizar os custos e maximizar os lucros vem ocorrendo, nos últimos vinte anos, a integração de vários países com a formação de blocos econômicos. Entre eles, destacam-se: APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), SADC (Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento).

6. (Uerj 2008) A rede McDonald's foi fundada na década de 1940 por Dick e Maurice McDonald, mas comprada e vastamente expandida por Ray Kroc a partir dos anos 1950. Kroc, um imigrante tcheco, foi aparentemente o primeiro empresário que aplicou os princípios da produção em massa a um setor de serviços. Em conseqüência de suas inovações, hoje cerca de 50 milhões de pessoas por dia comem em um McDonald's em mais de 120 países.
Adaptado de BURKE, Peter. "Folha de São Paulo", 15/04/2007.

A rede McDonald's tornou-se um dos símbolos de algumas das principais mudanças, ocorridas em diversos países, nos últimos cinqüenta anos. Sua história se confunde com a das relações econômicas internacionais.
Uma mudança que pode ser representada pela expansão dessa rede e sua respectiva causa histórica são:
a) mundialização da cultura - extinção da dualidade local/global
b) padronização do consumo - expansão de empresas transnacionais
c) americanização dos costumes - internacionalização tecnológica do setor industrial
d) uniformização dos hábitos alimentares - integração mundial dos mercados nacionais

7. (Ufop 2008) Leia o fragmento a seguir sobre as características do processo de globalização.

"Suponhamos que você vá com seus amigos comer um cheeseburger e tomar Coca-Cola no McDonald's. Em seguida, assista a um filme de Steven Spielberg e volte para casa num carro Ford ou num ônibus Mercedes. Ao chegar, o telefone toca. Você atende num aparelho fabricado pela Siemmens e ouve um amigo lembrando-o de um videoclipe que começou há instantes na televisão: Michael Jackson em seu último lançamento. Você corre e liga o aparelho da marca Mitsubishi. Ao terminar o clipe, decide ouvir um CD do grupo Simply Red gravado pela BMG Ariola Discos, de propriedade da Warner, em seu equipamento Philips."
(Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/globalizacao.htm)

Sobre esse processo, é incorreto afirmar:
a) A globalização é um processo, ainda em curso, de integração de economias e mercados nacionais.
b) A globalização implica certa interdependência de países e de pessoas, além da uniformização de padrões de consumo em âmbito mundial.
c) As pessoas dependem crescentemente de mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial.
d) As pessoas podem usufruir de todos os produtos da economia globalizada porque a riqueza social é mais bem distribuída.

8. (Uft 2008) Os conflitos mundiais da atualidade ocorrem, também, em função do domínio dos fluxos do comércio internacional, onde o intercâmbio entre países do capitalismo central e periférico são extremamente desiguais.
Tomando por base o texto é INCORRETO afirmar que:
a) A formação dos blocos econômicos mundiais não proporcionou um crescimento eqüitativo para todos os países membros.
b) A divisão internacional do trabalho influencia no intercâmbio do comércio mundial.
c) Os países do capitalismo central estabelecem trocas desiguais com o mundo periférico, principalmente, pelo domínio científico-tecnológico.
d) Os centros de poder, que compõem a nova ordem mundial, possuem um ator hegemônico, qual seja: os Estados Unidos, que controlam e comandam todos os demais países, evidenciando a monopolaridade da nova ordem mundial.

9. (Uerj 2008) Acabaram a União Soviética e a Guerra Fria e todos suspiramos aliviados. Mas em vez de espíritos desarmados proliferaram novos fantasmas nucleares e perdemos até a primeira condição para um tranqüilizador equilíbrio de terror que é saber de que lado virão os mísseis. A crise atual no mundo é uma crise de nitidez (...). Os que insistem em reduzir tudo a um choque de civilizações querem, na verdade, reduzir tudo a outra Guerra Fria, recuperar a simplicidade de um confronto entre potências com a simplificação adicional de que desta vez só um lado é uma potência...
Luiz Fernando Veríssimo
"O Globo", 13/08/2006

As características da atual geopolítica mundial que justificam o ponto de vista expresso pelo autor são:
a) assimetria política - corrida espacial - dispersão mundial do poder bélico
b) sectarismo religioso - corrida armamentista - constituição de blocos militares
c) bipolaridade cultural - proliferação nuclear - militarização dos países islâmicos
d) multipolaridade econômica - unipolaridade militar - multiplicação dos conflitos regionais

10. (Ufmg 2008) Recentemente, aspectos de ordem política e humano-econômica da América Latina têm contribuído para modificar a participação desse Subcontinente no cenário mundial.
Considerando-se esses aspectos, é INCORRETO afirmar que o Subcontinente Latino-Americano
a) é um dos grandes exportadores mundiais de combustíveis fósseis e oferece outras possibilidades energéticas em diversidade e volume que permitem sua utilização em outras partes do mundo.
b) exerce grande poder de atração sobre empresas multinacionais, por abrigar considerável mercado potencial, formado por população numerosa e, ainda, com grande parte de suas necessidades não-atendidas.
c) registra, hoje, graças ao emprego de tecnologias nele geradas, ritmo de desenvolvimento industrial que supera aquele verificado em outras regiões do mundo, que também abrigam países em desenvolvimento.
d) tem gerado dúvidas sobre a segurança dos investimentos externos na região, devido às recentes nacionalizações de unidades industriais estrangeiras localizadas em alguns dos países que o constituem.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DICA DE FILME: " A REDE SOCIAL"



Mais do que a criação do Facebook, é a história de toda uma geração que mudou o mundo através da internet.

Em uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard, se senta em seu computador e começa a trabalhar em uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook. O sucesso, no entanto, o leva a complicações em sua vida social e profissional.

Muito mais do que um filme do Facebook. Um retrato de um indivíduo complexo e genial. David Fincher brilha no desenvolvimento da trama e na condução do (ótimo) elenco

sábado, 18 de dezembro de 2010

COMO SER OFICIAL DA PMERJ?


O Concurso

O ingresso no Curso de Formação de Oficiais da PMERJ dá-se por concurso público, o vestibular da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
Então, para você ser Oficial da PMERJ, deverá primeiro se inscrever no vestibular da UERJ.
O vestibular UERJ abre todos os anos, geralmente em fevereiro, março ou abril. O lugar para fazer inscrições é no próprio site do vestibular UERJ.

O concurso para Oficial da PM é dividido em duas partes. A primeira é aparte acadêmica, executada pela UERJ, que por suas vez se divide em duas fases.
A 1º fase é o Exame de Qualificação, que é uma prova objetiva, de múltipla escolha. Nessa fase a prova afere habilidades, competências e conteúdos do ensino médio em geral (todas as disciplinas do ensino médio). A 2º fase é o Exame Discursivo, composto de provas de História, Língua Estrangeira e Português Instrumental com redação.

A segunda parte é formada por exames específicos, executados pela própria PMERJ. São os exame antropométrico, exame de saúde, exame físico, exame psicológico e exame de pesquisa social e documental.
Abaixo segue um esquema do concurso para Oficial da PMERJ e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMERJ), para você entender melhor: Parte acadêmica: 1) 1ª fase – Múltipla escolha de conteúdo do Ensino Médio 2) 2ª fase – Exame discursivo (fase pela qual se escolhe PMERJ ou CBMERJ Se PMERJ – História, Lingua Estrangeira, Português e Redação; Se CBMERJ – Matemática, Física, Português e Redação. 3) Parte específica – a cargo da PMERJ e CBMERJ Exames específicos para PMERJ: antopométrico, de saúde, físico, psicológico, de pesquisa social e documental; Exames específicos para CBMERJ: físico, de saúde, psicológico, de pesquisa social e documental. Para concorrer a vaga, você deve ter no mínimo 18 anos na data da matrícula no Curso de Formação de Oficiais. A idade máxima é de 30 anos, mas para quem já faz parte da PMERJ não há limite de idade. Mulheres não podem estar grávidas e a altura mínima para elas é de 1,60m. Para os homens a altura mínima é de 1,68m. Esses são os requisitos básicos, mas existem outros que você poderá verificar lendo atentamente o edital do concurso.

O Curso de Formação de Oficiais

Após o concurso, começa o Curso de Formação de Oficias, na Academia de Polícia Militar D. João VI.
Quando o aluno entra para a Academia recebe, em uma solenidade, o espadim – uma réplica em tamanho reduzido da espada do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, o patrono da Polícia Militar. O CFO tem duração de três anos em regime de internato, com carga horária total de 4.871 horas. As aulas são ministradas de segunda à sexta-feira em período integral, das 7:00 às 17:00 horas, havendo emprego dos alunos em serviços internos e externos, inclusive nos finais de semana e feriados. Quando de seu ingresso na academia, você receberá fardamento e acessórios, assistência médica e odontológica, moradia e alimentação em função do regime de internato. O salário enqüanto Aluno-Oficial é de aproximadamente 900 reais.

Depois de formado
Quando o aluno se forma, devolve o Espadim de Tiradentes e recebe, também, em cerimônia, a espada de Aspirante a Oficial PM. Depois, ele é nomeado Aspirante-a-Oficial e entra num estágio probatório que dura seis meses. Durante esse período é designado para exercer funções em uma unidade da PMERJ. Enquanto aspirante a oficial, o salário é de aproximadamente 1700 reais. Após esse período, se aprovado no estágio, será promovido ao posto de 2º Tenente, recebendo a Carta Patente, assinada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro. A esta altura já é Oficial da PMERJ e tem a patente de segundo-tenente da PMERJ. O salário inicial de um 2° Tenente da PMERJ é de aproximadamente 2 mil reais.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

EXERCICÍOS DE GEOGRAFIA: ENERGIA BRASIL

(UFPR) Nos últimos anos, no Brasil, tem chamado a atenção a expansão do plantio de cana-de-açúcar para produção do etanol, utilizado como combustível. No dia 17/09/2009, o governo lançou um programa denominado Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar, que visa ordenar o avanço dessa cultura sobre o território, proibindo sua expansão sobre alguns biomas, haja vista que isso poderá trazer impactos negativos no meio ambiente.
Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
a) O bioma Amazônia, por sua grande extensão geográfica e vastas áreas ainda não usadas para agricultura, é considerado um espaço adequado para a expansão da cana-de-açúcar.
b) O bioma Pantanal, devido à abundância de recursos hídricos necessários ao desenvolvimento da cana-de-açúcar, é tido como área ideal para seu plantio.
c) Existem, em território brasileiro, milhões de hectares de terra subutilizados que podem ser revertidos ao plantio de cana-de-açúcar, sendo desnecessário o avanço sobre biomas ainda conservados.
d) Remanescentes florestais não utilizados na região Sudeste podem ser incorporados como áreas de plantio, evitando assim sua expansão sobre biomas ambientalmente mais suscetíveis.
e) No Centro-Sul brasileiro não haverá expansão da cana-de-açúcar, porque as áreas agrícolas já estão incorporadas à dinâmica produtiva.
(UFRGS) A camada submarina do pré-sal, onde foram descobertas reservas de petróleo e gás, estende-se entre os estados do Espírito Santo e de Santa Catarina, podendo estar localizada a mais de 7.000 metros abaixo do nível do mar.
Considere as seguintes questões relacionadas à exploração dessas reservas.
1 – distribuição dos royalties entre a União e os estados
2 – definição do marco regulatório para a exploração
3 – redução dos limites territoriais marítimos do país, para menos que as 200 milhas atuais
Quais tem sido objeto de debate no país?
a) Apenas 1.
b) Apenas 2.
c) Apenas 3.
d) Apenas 1 e 2.
e) 1, 2 e 3.
(FUVEST) Grande parte da produção de petróleo, no Brasil, provém de bacias localizadas na plataforma continental (off shore). Todavia, a produção de petróleo, em área terrestre (on shore), tem significativa importância econômica.
a) Identifique duas áreas produtoras de petróleo on shore no Brasil e explique as causas da existência de petróleo nessas áreas.
b) No Brasil, nos últimos anos, a exportação de petróleo tem superado, em volume, a importação. Apesar disso, persiste um deficit comercial relativo a esse produto. Explique o porquê desse deficit.
Resolução:
a) O petróleo em áreas terrestres (on-shore) no Brasil está associado principalmente a regiões costeiras e as maiores reservas estão na Bacia Potiguar no Rio Grande do Norte, próximo a Mossoró e no Recôncavo Baiano, próximo a Salvador, Bahia, a primeira área de produção petrolífera no Brasil. Ao longo da costa existem inúmeras outras áreas como Carmópolis em Sergipe e Coqueiro Seco e Atalaia em Alagoas. Existe uma pequena produção de petróleo e gás natural na Bacia do Urucu no vale médio do Amazonas. São áreas caracterizadas como bacias sedimentares, antigos leitos marinhos onde no período Cretáceo da Era Mesozoica, grande volume de matéria orgânica (plâncton marinho), por decomposição anaeróbica, resultou na formação de petróleo.
b) Como o Brasil privilegiou a matriz de transporte rodoviário, a demanda por óleo diesel e gasolina fez o país importar o produto e mais adiante construir refinarias mais voltadas ao craqueamento de petróleo “leve”, com mais hidrocarbonetos e de melhor qualidade na produção de combustíveis como a gasolina, o querosene e o óleo diesel e com maior valor de mercado. A descoberta de petróleo na Bacia de Campos, Rio de Janeiro, na plataforma continental, promoveu mudanças no planejamento estratégico do país para o setor energético. A maioria do petróleo de Campos era do tipo “pesado” com muito betume e elementos graxos e menor valor de mercado. A Petrobras estabeleceu uma política de exportar o petróleo pesado, com menor valor, e importar o petróleo leve, de maior valor, gerando deficit, pelo valor do petróleo leve e seu alto consumo. As atuais descobertas na camada do pré-sal são caracterizadas por grande quantidade de petróleo leve, o que pode inverter a tendência deficitária ao longo do tempo.
(FEI) Entre as críticas feitas ao programa nuclear brasileiro assinale a alternativa incorreta:
a) Houve a opção pela compra de usinas e de tecnologia importada ao invés da buscar-se a capacitação dos técnicos e cientistas brasileiros.
(B) Em 1975 foi firmado o acordo nuclear Brasil-Alemanha, que previa a construção de oito usinas. No entanto, pelo acordo, só foi construída uma (a de Angra II). Houve o desperdício de bilhões de dólares.
c) A implantação das usinas em terrenos litorâneos geologicamente instáveis e a localização entre as duas maiores metrópoles nacionais produzem riscos adicionais a uma tecnologia que, por si só, já envolve riscos de operação elevados.
d) Existe o risco de o país construir armas atômicas, uma vez que o Brasil passou a dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio e não é signatário do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Uma preocupação suplementar é o alinhamento brasileiro à política nuclear iraniana.
e) Além das constantes paralisações de seu funcionamento por falhas técnicas, Angra I e II têm custo por quilowatt-hora gerado muito mais elevado do que o das usinas hidrelétricas.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

CURSO MORSE: CONCURSO SOLDADO DA PMRJ 2010. ALUNOS APROVADOS

ALUNOS DO CURSO MORSE PARTICIPANDO DE ATIVIDADE FÍSICA NO BATALHÃO FLORESTAL COLUBANDÊ – SÃO GONÇALO RJ.
NOVO TREINAMENTO DIA 12/12/2010´`AS 8:00. Inscrição: 1 brinquedo para doação Tel: 32454488

O Curso Morse parabeniza todos os alunos aprovados para o CONCURSO SOLDADO DA PMRJ 2010. Novas turmas em janeiro de 2011. Venha você também fazer parte dessa equipe.



Alunos da turma Noite I Anderson da Costa Isaias André Jerônimo dos Santos Bruno Costa Silva Gabriel Leite Fernandes Getúlio Alves Ferreira de Menezes Gissele Cássia Diniz Barcelos Leonardo de Souza Gomes Raphael da Silva e Silva Ramon da Costa Moraes Ramon Alves Pacheco Junior Roberto Ribeiro Junior Rodrigo costa da Silva Rodrigo Torres de Souza Sandro Cardoso Damasceno Thiago de Andrade Oliveira Wagner Ferraz Pinheiro Alunos da Turma Noite II Alex chaves Alessandra do Amaral S. Amunziato Ana Paula Ribeiro Eccard Bruno Barbosa Falcão Bruno de Oliveira Melo Dyrlayne Walessa de Araújo Batista Etiene Amaro de Aguiar Gerson Rodrigues da Silva Marco Antônio Silva Carvalho Ramon da Costa Moraes Ramon de Jesus Braga Ferreira Thiago dos Santos Tolissano Tiago Silva de Oliveira Alunos da Turma Noite III Bruno Marques Pereira Fabiano Santos Pereira Diogo mariano da Silva Danielle Divino Julio Carlos Martins das Neves Furtado Leandro Oliveira dos Santos Leonardo Garcia de Mattos Lucas Guimarães Fonseca Luis Gustavo leite da Silva Marcelo Ripoll Raquel de Santana Pessanha Roberto Campos Alves Roberto Rodrigues da Rocha Castro Rodinelli Pereira Sales Romulo Hainfellner da Silva Manhã I Alessandra da Silva Pinto Cristiane Maria Rodrigues Dejair Coelho Junior Ezequiel da Costa Silva Fabiano Martins Amaral Fábio André dos Santos Goessling Fagner da Silva Fernando Cesar Costa Gabriel Tavares Machado Johny Kleyson Pereira Gomes Jonathan dos Santos da Silva Marcela Martins Marcelo de Castro Fonseca Raquel Augusto Badaró Texeira Rafaella Policarpo Canellas Ramon da Costa Silva Rhuan da Silva Araújo Rogério Couto do Nascimento Santhiago Miranda Costa Manhã II Alex da Silva Sobrinho Amanda Siqueira Barbosa Ana Paula do Nascimento Ferreira Andre Luis de Souza Rodrigues Cleber Monteiro Francivaldo Santos da Silva Itamar Valle Thomaz Livia Carvalho de Oliveira Raillannder da Rocha Albuquerque Ralf Duarte de Lima Ronaldo da Silva Junior Alunos turma de Sábado Cláudio de Carvalho Magalhães Filho Gleison Costa de Almeida Diego Alves da Cruz Tavares Diego Luis dos Santos Azeredo Julio José da Costa Ferreira Maicon Henrique Pereira Mendonça Marcio Lima Babilon Patricia Lopes Guimarães Pereira Paulo Henrique Costa da Silva Robson Correa Abrantes Junior Vanessa Oliveira Lopes Felipe Gouveia Barbosa

Alunos do pré-vestibular que fizeram a prova Dayana Pletz Bruno Azevedo dos Santos Yasmin Gomes Frederico Leandro Coutinho Alailson Arouche Roseane Ribeiro





quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Revolução dos Cravos

O movimento que derrubou o regime salazarista em Portugal, em 1974, de forma a estabelecer as liberdades democráticas promovendo transformações sociais no país. Após o golpe militar de 1926, foi estabelecida uma ditadura no país. No ano de 1932, Antônio de Oliveira Salazar tornou-se primeiro-ministro das finanças e virtual ditador. Salazar instalou um regime inspirado no fascismo italiano. As liberdades de reunião, de organização e de expressão foram suprimidas com a Constituição de 1933.

Portugal manteve-se neutro durante a Segunda Guerra Mundial. A recusa em conceder independência às colônias africanas estimulou movimentos guerrilheiros de libertação em Moçambique, Guiné-Bissau e Angola. Em 1968 Salazar sofreu um derrame cerebral e foi substituído por seu ex-ministro Marcelo Caetano, que prosseguiu com sua política. A decadência econômica e o desgaste com a guerra colonial provocaram descontentamento na população e nas forças armadas. Isso favoreceu a aparição de um movimento contra a ditadura.
No dia 25 de abril de 1974, explode a revolução. A senha para o início do movimento foi dada à meia-noite através de uma emissora de rádio, a senha era uma música proibida pela censura, Grândula Vila Morena, de Zeca Afonso. Os militares fizeram com que Marcelo Caetano fosse deposto, o que resultou na sua fuga para o Brasil. A presidência de Portugal foi assumida pelo general António de Spínola. A população saiu às ruas para comemorar o fim da ditadura e distribuiu cravos, a flor nacional, aos soldados rebeldes em forma de agradecimento.

sábado, 6 de novembro de 2010

ESQUEMA – URSS – FORMAÇÃO E DESMEMBRAMENTO

1917 – Revolução Russa – Bolcheviques tiram o Czar Nicolau II do poder – Vladimir Lênin assume o poder -> perspectivas de melhoras da qualidade de vida para a população proletária.

Oposição – antiga classe czarista ( envio de tropas por vários países)

Conseqüências – Guerra Civil (até 1922)

Política - vitória dos bolcheviques ->formação da URSS – Partido Único (1925) – PCUS

Econômicas -1930/60 – Crescimento econômico 6%;
- Planificação da economia;
- Cooperativas no campo – promoção do desenv. e aumento da produtividade;
- Investimentos industrias de base, bélica e infra-estrutura .
URSS – pós II G M

- Saldos positivos – expansão de áreas à leste - nações bálticas; Polônia; Romênia...
- Ditadura Socialista – Josef Stalin /totalitarismo
- Guerra Fria – Disputa Bipolar

Corrida Armamentista e Espacial

Espacial -> Soviéticos {1° Satélite artificial – 1957 – 3 meses na órbita terrestre
{homem ao espaço – Yuri Gagarin 1961

* EUA ->1969 – conquista da superfície lunar - Apólo XI - Neil Armstrong


Crise URSS a partir de 1970

*Muitos investimentos tecnológicos, militares e aeroespaciais;

Fatores

*Escassez de bens de consumo - investimentos nas Indústrias de base;
*Produtos racionados pelo governo.

Conseqüências:

* Movimentos populares : greves e manifestações;
*Insatisfação popular – burocratas assumem o poder político e econômico ;
*Queda da produtividade agrícola e industrial.

1985 – Mickhail Gorbatchev no poder

*tentativas de mudanças

*Glasnost - transparência política
*Perestroika – Reestruturação Econômica

1989 *Manifestação popular derruba governos socialistas em vários países europeus
*Declaração de Independência de nações do leste europeu – movimentos nacionalistas;

* Queda do Muro de Berlim e Reunificação Alemã .

1991
*Desmembramento da URSS em 15 países
*12 países passam a fazer parte da CEI

Rússia 1990
* Rússia pólo de poder da CEI
*Maior arsenal militar e industrial
*Maior centro de pesquisa e melhores universidades
*Grande exportador de recursos energéticos
Divisão territorial:Cáucaso – sudoeste menos desenvolvido.
Clima subtropical
Rússia Ocidental - porção européia, mais desenvolvida - Clima temperado
Sibéria – Centro Oriental
Clima predominante Frio e Polar

Características fisiográficas e gerais da Rússia -

 População-144 milhões de habitantes;
 Rios caudalosos, lagos e mares internos, e imensas florestas.
 17 milhões de k
 Extensas planícies e grandes cadeias montanhosas - Montes Urais
 Muitas jazidas minerais - carvão e petróleo

Agricultura – terras agricultáveis, porém, necessidade de importação de alimentos.

 Rússia Ocidental  trigo, aveia, cevada, batata, beterraba, girassol. Clima temperado (solo fértil – 2 colheitas por ano)
 Cáucaso  clima mais quente  chá, algodão, oliveiras, frutas...
 Sibéria  clima polar  atividades extrativas de madeira - Neve 8 a 10 meses


Indústrias – dispersas pelo território

 Rússia Ocidental – Moscou e S. Petersburgo
Indústrias diversificadas  automóveis, eletrodomésticos, máquinas, têxteis, vestuário, alimentícios, etc
 Montes Urais  jazidas de ferro, petróleo, gás natural.
3ª maior produtora mundial de recursos fósseis Indústria de base: siderúrgica, metalúrgica e petroquímica.
 Grande mercado consumidor
Sibéria – indústria de base - próximas jazidas de carvão – ao Sul

Infra-estrutura  facilidade de redes de transportes: rodoviária (incentivo a partir da dec. de 90) , hidroviária e ferroviária ( Transiberiana + longa – 9 300 km de extensão)
 Redes de oleodutos e gasodutos
 Usinas termoelétricas, hidrelétricas e nucleares


Mudanças para economia de mercado – conseqüências

à privatizações de indústrias estatais - investimentos em linha de montagem desemprego : desenvolvimento de atividades informais;
 Burocratas – nova classe dominante;
 Déficit público – desvios de dinheiro, sonegação de impostos;
 Dívida externa, inflação, desvalorização do rublo, empobrecimento da população ( 53 milhões de habitantes vivem abaixo da linha da pobreza )


POLÍTICA

 Estado Democrático – 1990 – 1ª eleição direta depois de 80 anos

HISTÓRIA DO BRASIL - ECONOMIA URBANO-INDUSTRIAL


Histórico

-Proibido a partir de 1758 (proíbe a indústria, pois Portugal queria que nós comprássemos das indústrias européias)
-Liberado em 1808 (a família real vem ao Brasil e abre portos as nações amigas e libera a produção industrial)
-1818 surge a primeira indústria têxtil do Brasil no Rio de Janeiro
-Durante o ciclo do café os investimentos no setor industrial foi pequeno
-Com a crise de 29 houve maior interesse pela atividade industrial e a economia passa por grandes mudanças.
-Durante e pós 2° Guerra aumentou os investimentos no setor e nossa economia se firma como urbano-industrial
-No governo de Getúlio Vargas surge a siderurgia CSN
-No governo de JK aumenta a participação do capital externo com a indústria automobilística.
-No governo militar ocorre o chamada "Milagre Brasileiro".
-Na década de 80 houve uma estagnação da atividade industrial
-Nos anos 90 ocorre maior presença do produto e do capital externo.

*Indústria nasce num ambiente não propício, uma vez que o café estava em alta. Porém, ela sobrevive porque o café passa por crises cíclicas
*Indústria não passa a ser a principal atividade econômica de uma hora para a outra. Com a crise do café, é injetado dinheiro. Na crise de 29, mais dinheiro é aplicado e durante e pós 2° guerra mundial há um maciço investimento na indústria.

ECONOMIA BRASILEIRA

De 1530 à 1930 (4 séc) - economia Agroexportadora - o campo produz para exportar
De 1930 à hoje (70 anos) - economia Urbano Industrial - indústria (voltada para mercado externo) é responsável por formar cidades.
*A crise do café é a principal responsável pela mudança na economia
*Durante os 4 séculos, nossa economia foi Agroexportadora, que esteve isolada no tempo e no espaço. Em cada tempo gira em torno de um só produto. Nossa economia era caracterizada por um Arquipélago Econômico.
*Embora era isolada internamente, nós sempre estivemos ligados com o mundo, uma vez que através do pacto colonial dava-nos matéria prima em troca de produtos manufaturados. Nossa economia era internacionalizada (ligada a economia do resto do mundo). Coma a chegada da indústria, diminui a internacionalização. A economia passa de Arquipélago para Integrada. Cada região tem seu papel, que é desempenhado ao mesmo tempo.
*De certa forma nossa internacionalização continua. "Deixamos de importar mercadorias" e passamos a importar dinheiro e tecnologia.

HISTÓRIA DO BRASIL - O CICLO ECONOMICO DA CAFEICULTURA


Séc.XIX

A atividade de mineração (séc XVIII) entra em crise, uma vez que máquinas começam a ser necessárias para extrair os minérios.
Começa então a era cafeeira (introduzida no Rio). Dentre os estados, São Paulo foi o que mais se destacou, principalmente por causa de terra roxa, oriunda da rocha basáltica (final séc XVIII; início XIX)
Desde o final do século XVIII a lavoura foi desenvolvida no vale da Paraíba do Sul. Nessa região a lavoura cafeeira desenvolveu-se em sesmarias e era usada mão de obra escrava.

LAVOURA CAFEEIRA
-desenvolve-se nas sesmarias
-mão de obra escravista
-fim das sesmarias (1820)

No período da lavoura cafeeira do Vale do Paraíba o poder dos senhores de café era medido pelo número de escravos que o mesmo possuía. Em 1850 a Lei Eusébio de Queirós provocou aumento do patrimônio dos barões de café. Também em 1850 a Lei de Terras determina que a aquisição da terra poderia ser apenas através da compra. Com essa lei a lavoura cafeeira estendeu-se para o oeste paulista.
Em certa época os barões não tinham onde plantar café e não invadiam terras receando perder os investimentos feitos. Além disso, existe os problemas morais. É mais ou menos nessa época que o poder dos fazendeiros passa a ser medido pelo tamanho das terras.

LAVOURA CAFEEIRA (passa por crises cíclicas por causa da superprodução)
-As fazendas do Oeste Paulista são baseadas na compra de terra.
-O relevo suave do Oeste Paulista favorece a ocorrência de grandes áreas.
-O tamanho da terra é agora referencial do poder econômico
-Com a expansão da lavoura cafeeira pelo oeste paulista houve aumento da produção de café.
-Com o aumento da produção a lavoura cafeeira passa por sucessivas crises.
-Com as crises, surgem alguns investimentos na indústria.
-A grande crise do café ocorre em 1929/30, devido a crise da bolsa de valores de Nova Iorque.
-Com a crise de 29, a economia brasileira muda de agroexportadora para uma economia urbano-industrial.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ELEIÇÕES 2010




O GLOBO


PRIMEIRO CADERNO




29/09/2010


Notas de um marciano


ROBERTO DaMATTA


Cheguei ontem à região tropical da Terra. Curiosamente, o planeta é recortado num conjunto do que eles chamam de países: agrupamentos com histórias ridiculamente parecidas, encapsulados por territórios vistos como autônomos, dotados de leis próprias e norteados por um dogma chamado de soberania. Diferentemente de nós que nos sabemos ligados a todos os seres vivos e a todo o universo, pois nele estamos e a ele retornamos depois dos nossos bem vividos 500 anos com vida sexual plena e ativa, eles têm uma aguda consciência do diferente. Embora vizinhos e separados por marcos arbitrários, eles vivem como se fossem estrangeiros. Estão convencidos que são compartimentos coletivos singulares, capazes de praticar e fazer o que quiserem, mas sabem que são parte de um conjunto maior, conforme é claro ao nosso olhar marcianamente distanciado.


O resultado desta concepção individualista é o constante confronto com o bem-estar geral e coletivo; e um conjunto de dualidades que tem sido a tônica de sua visão de mundo. Pois, para eles, tudo se reduz a oposições do tipo real/ideal, nós/eles, humanidade/animalidade, vida/morte, pobres/ricos... quando — na verdade — sabemos que, quanto mais um lado engloba e recalca o outro, mais esse outro lado retorna assombrosamente fortalecido. Engolfados nessas oposições, os terráqueos tudo pressentem, mas nada podem fazer porque não têm como desmontar o seu sistema e a si mesmos de um golpe. É possível que venham a liquidarse. De fato, os países que chamam de “mais adiantados” e que consideram superiores são os que mais poluem e destroem e, não obstante, são os que mais exportam o seu modelo de exploração do planeta. Mesmo agora, quando uma consciência planetária os atingiu, eles continuam imitando esse modelo que tem como base uma suposta ilimitada riqueza do que enganadoramente chamam de “natureza”. Ademais, começam igualmente a descobrir que tudo tem relação com tudo, pois deles é uma coisa única e milagrosa: o seu planeta é vivo. Nele, conforme observamos há milênios com a nossa marciana inveja, tudo tem um ciclo e esses ciclos vitais se entrelaçam em circuitos complexos, de modo que há sempre um jogo milagroso e comovente entre a vida e a morte.


Ao chegar num país em forma de presunto, chamado Brasil, observo que estão em tempos eleitorais. Curioso que nem o presidente desta república tenta agir como árbitro, muito pelo contrário, sua visão é primariamente partidária, apaixonada e totalmente centrada no desejo de vencer a eleição a qualquer preço. O que ele aceita na vida (perder e ganhar) ele não aceita na Presidência. Li sua furiosa entrevista no meu computador telepático e fiquei estarrecido porque ele fala do papel dos jornais no Brasil, mas todo mundo sabe que ele próprio não lê. Pior: diz que tem azia quando lê algum jornal. Dei um giro pelo país e constatei que, mesmo tendo proclamado uma república em 1889, os brasileiros ainda não têm noção do que seja uma sociedade democrática. Pois confundem individualismo com egoísmo, e egoísmo com altruísmo.


Assim, fazem suas falcatruas em nome do que chamam de “povo”; e mesmo tendo uma visão partidária exclusiva e um tanto fascistoide, a faceta pessoal de suas vidas — seus laços com parentes e amigos — está sempre pronta a vir à tona nas situações nas quais bens coletivos estejam em jogo. Por isso, os brasileiros adoram “coisas públicas”, espaços públicos e, acima de tudo, dinheiro público, que para eles pode ser apropriado como se não fosse de ninguém. Como tiveram escravos até um ano antes de proclamarem a república, tudo o que é público é da elite política. O processo eleitoral mostra isso claramente, pois os candidatos não apresentam programas, mas rezam ladainhas e repetem fórmulas mágicas denominadas “promessas eleitorais”. Meros engodos para que o candidato seja eleito. Na realidade, hoje em dia eles não têm representantes, mas mediadores — ou padrinhos. Candidatos cuja distinção (como a dos santos) é o acesso que teriam ao presidente, tomado como um Deus nesta terra cheia de papagaios da espécie galvão.


Quando estava de partida, assisti a um evento notável. Uma reunião de sua Corte Suprema discutindo um projeto de lei que existe em toda e qualquer sociedade civilizada. Trata-se de uma regra que impediria ladrões e corruptos de serem candidatos a cargos públicos e usarem a legislação nacional que lhes permite escapar de tudo em nome de imunidade política definida com má-fé. Fiquei alarmado porque, mesmo diante da obviedade da causa, os magistrados se dividiram. Metade apoiava a lei; uma outra, arguia filigranas legais contra ela. Discutiram por mais de dez horas. Não conseguiram decidir. Repetiram, reiteraram e reafirmaram o que foi chamado de “dilema brasileiro” por um tal de DaMatta, dos mais medíocres estudiosos locais. Aquela indecisão estrutural constitutiva do Brasil que até hoje o faz oscilar entre seguir o caminho da igualdade ou o da aristocracia e da desigualdade. A via habitual que garante aos superiores não cumprir as leis. Devo ainda chamar atenção para...


[A essa altura, leitor, eu perdi a comunicação mediúnica com o espírito desse marciano. Sinto muito, mas aqui fico com a


depressão e a indignação de um velho brasileiro.]

sábado, 18 de setembro de 2010

CONCURSO SOLDADO DA PMRJ 2013: LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO - DICAS

Penalidade – Conceito

É a sanção, a punição imposta pela autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas no CTB e dentro de sua circunscrição, ao infrator da normas de trânsito (CTB, Legislação Complementar e Resoluções)

Medida Administrativa – Conceito

É a providência tomada pela autoridade de trânsito e seus agentes, contra o infrator das normas de trânsito na esfera das competências estabelecidas pelo CTB e dentro de sua circunscrição, que visa sanar irregularidades praticadas pelos veículos, condutores e proprietários de veículos e animais, com objetivo prioritário de proteção à vida e à incolumidade física de pessoas..

CONCURSO SOLDADO DA PMRJ 2013: VÍDEO HISTÓRIA DO BRASIL - FUNDAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

CONCURSO SOLDADO DA PMRJ 2013: VÍDEO HISTÓRIA DO BRASIL - IMPORTANTE!!!

CONCURSO SOLDADO DA PMRJ: VÍDEO HISTÓRIA DO BRASIL - IMPORTANTE!!!


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CONCURSO SOLDADOS DA PMRJ 2013 - SOCIOLOGIA - CIDADANIA

A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada. Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.

CONCURSO SOLDADOS DA PMRJ 2013 - SOCIOLOGIA - CIDADANIA

A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada. Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.